Mais de 400 toneladas de resíduos sólidos recolhidos em diferentes áreas de Manaus foram encaminhadas ao aterro sanitário neste domingo (27). O material foi retirado principalmente da orla da capital, de igarapés e de comunidades rurais e indígenas durante ações realizadas entre 2 de agosto e 26 de setembro.
O volume superou a média mensal das operações de transbordo, que gira em torno de 300 toneladas. A quantidade está relacionada ao período de 54 dias de coleta e à intensificação dos trabalhos durante a estiagem.
A ação corresponde à oitava operação de transbordo realizada em 2026 e foi executada pela Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp).
Estiagem facilita retirada de lixo acumulado
Com a redução do nível das águas durante o período de seca, resíduos que antes permaneciam submersos ou em áreas de difícil acesso ficam expostos nas margens.
A condição também permite que equipes e equipamentos pesados alcancem pontos onde o trabalho é mais difícil durante a cheia. Ao longo das ações na orla, mais de 500 profissionais participaram diretamente dos serviços.
O material encaminhado ao aterro foi retirado de diferentes trechos da orla, de leitos de igarapés que ainda não possuem ecobarreiras e de coletores flutuantes instalados em comunidades atendidas por via fluvial.
Operação mobilizou máquinas, caçambas e balsas
Para realizar a limpeza e transportar o material, foram utilizadas aproximadamente 20 caçambas, duas máquinas de grande porte e três balsas, além de outras estruturas da Semulsp.
Uma das embarcações menores ficou responsável também pelo recolhimento do lixo depositado nos coletores flutuantes das comunidades rurais e indígenas.
No sábado (26), outra ação de limpeza foi realizada na região da Marina do Davi, em parceria com o grupo Remada Ambiental, que promove atividades de conscientização e preservação ambiental.
Descarte irregular ainda é um problema
Além de revelar uma quantidade maior de resíduos acumulados nas margens, a estiagem chama atenção para os impactos provocados pelo descarte irregular de lixo.
Materiais abandonados em locais inadequados podem ser carregados pela chuva até igarapés e, posteriormente, chegar ao Rio Negro.
A retirada de mais de 400 toneladas nesta operação reforça a dimensão do problema e a necessidade de descarte correto dos resíduos. As ações de limpeza devem continuar durante o período de estiagem, especialmente em áreas que se tornam acessíveis com a redução do nível das águas.

