Uma discussão dentro de um bar no bairro Alvorada, Zona Centro-Oeste de Manaus, terminou com um homem morto e outro ferido por disparos de arma de fogo. A principal investigada é a cabo da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), Gizele Santos de Brito, que se apresentou à polícia no domingo (11).
A militar é investigada pelo homicídio de Luiz Henrique Oliveira do Nascimento, de 27 anos, e pela tentativa de homicídio de Andreisson Pereira Mendonça, de 25 anos.
O crime aconteceu na sexta-feira (9), após um desentendimento entre frequentadores do estabelecimento.
Discussão teria começado após importunação à companheira da policial
Segundo as investigações da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), a confusão teria começado porque frequentadores do bar estariam importunando a companheira da policial militar.
Durante o episódio, Gizele, Luiz Henrique e outra mulher iniciaram uma discussão.
Em determinado momento, a cabo teria deixado o estabelecimento e retornado portando uma arma de fogo.
De acordo com a apuração policial, a investigada efetuou diversos disparos contra as vítimas.
Um homem morreu e outro foi levado ao hospital
Luiz Henrique foi atingido pelos tiros e morreu ainda no local, antes de receber atendimento médico.
Andreisson também foi baleado, mas sobreviveu ao ataque. Ele recebeu os primeiros socorros de uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e foi encaminhado a uma unidade hospitalar.
O estado de saúde atualizado do sobrevivente não foi informado.
Após os disparos, a policial militar deixou o estabelecimento.
Policial se apresentou à delegacia e teve prisão cumprida
Dois dias depois do crime, no domingo (11), Gizele Santos de Brito compareceu à sede da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).
Na unidade policial, foi cumprido o mandado de prisão expedido contra ela.
A investigada passou por audiência de custódia e permanece à disposição do Poder Judiciário.
O caso segue sob investigação para esclarecer as circunstâncias do ataque e a responsabilidade criminal da suspeita.

