A fumaça provocada pelas queimadas no Amazonas continua afetando a rotina da população de Manaus. Nesta quarta-feira (14), as aulas da rede municipal de ensino permanecem suspensas devido aos elevados índices de poluição atmosférica registrados na capital.
A decisão foi adotada pela Prefeitura de Manaus para preservar a saúde de estudantes, professores e demais profissionais da educação, diante da permanência de condições consideradas prejudiciais à saúde.
Na terça-feira (13), a Secretaria Municipal de Educação (Semed) havia anunciado a retomada das atividades escolares para esta quarta. Entretanto, os novos registros de qualidade do ar levaram à manutenção da suspensão.
Poluição ultrapassa níveis críticos em bairros de Manaus
Dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), apontam que a qualidade do ar variava entre muito ruim e péssima em diferentes regiões da cidade.
Segundo a Secretaria Executiva de Proteção e Defesa Civil (Sepdec), a concentração média de partículas finas registrada na manhã desta quarta-feira chegou a 123,9 microgramas por metro cúbico (µg/m³), nível classificado como muito ruim.
Os registros foram ainda mais elevados em alguns bairros.
Veja os índices registrados às 8h
- Compensa, Zona Oeste: 179,8 µg/m³.
- Parque Dez: 141,6 µg/m³.
- Petrópolis: 133,1 µg/m³.
- Coroado, Zona Leste: 117,8 µg/m³.
De acordo com a classificação utilizada pelo Selva, concentrações de até 25 µg/m³ são consideradas boas, enquanto valores superiores a 125 µg/m³ recebem a classificação de péssimos.
Os dados mostram que diferentes áreas da capital apresentavam níveis elevados de partículas finas em suspensão no ar.
Queimadas no interior contribuem para a fumaça na capital
Segundo a Prefeitura de Manaus, a fumaça que encobre a cidade nas últimas semanas é proveniente de incêndios registrados em municípios do interior do Amazonas, especialmente nas regiões Leste e Metropolitana, além de queimadas em outros estados.
A concentração de poluentes tem provocado alterações na visibilidade e na qualidade do ar, afetando atividades cotidianas e aumentando a preocupação com a exposição prolongada à fumaça.
As partículas finas, conhecidas como PM2,5, são especialmente preocupantes porque podem penetrar profundamente no sistema respiratório.
A exposição pode provocar irritação nos olhos, tosse, desconforto respiratório e agravamento de doenças preexistentes, principalmente em crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios ou cardiovasculares.
Suspensão busca reduzir exposição de estudantes
A manutenção da suspensão das aulas tem como objetivo evitar que alunos e profissionais precisem se deslocar e permanecer em ambientes expostos à poluição intensa.
A medida é especialmente importante para crianças, que podem ser mais vulneráveis aos efeitos da fumaça.
Enquanto os índices permanecerem elevados, recomenda-se reduzir atividades físicas ao ar livre, evitar exposição desnecessária à fumaça e acompanhar os comunicados oficiais sobre o funcionamento das unidades de ensino.
Até a divulgação das informações desta quarta-feira (14), não havia confirmação de uma nova data para a retomada das aulas municipais.

