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Economia

EUA confirmam avanço de tarifaço contra produtos brasileiros e indicam novas exceções

Representante comercial da Casa Branca afirma que recomendação final já foi enviada a Donald Trump; governo brasileiro mantém diálogo e espera ampliar lista de produtos isentos
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O governo dos Estados Unidos deu mais um passo em direção à aplicação de um novo tarifaço sobre produtos brasileiros. Durante reunião realizada nesta terça-feira (15), o chefe do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), Jamieson Greer, informou que já encaminhou ao presidente Donald Trump a recomendação final sobre as novas tarifas.

Segundo relatos de autoridades brasileiras presentes no encontro, Greer também sinalizou a possibilidade de ampliar a lista de produtos que poderão ficar de fora da taxação, embora tenha afirmado que as negociações chegaram ao fim.

Governo brasileiro contesta argumentos dos Estados Unidos

Durante a reunião, representantes do governo brasileiro rebateram as justificativas apresentadas pelos Estados Unidos para embasar a investigação comercial conduzida com base na Seção 301, mecanismo utilizado pelo governo norte-americano para avaliar possíveis práticas consideradas desleais no comércio internacional.

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Participaram da reunião o ministro Márcio Elias Rosa, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, além dos embaixadores Mauricio Lyrio e Audo Faleiro.

As autoridades brasileiras argumentaram que não há fundamentos técnicos para algumas das alegações apresentadas pelos EUA, incluindo questões relacionadas ao desmatamento na Amazônia.

Possibilidade de ampliar produtos isentos

Apesar de afirmar que não haverá uma ampliação gradual das exceções após a publicação das novas tarifas, Jamieson Greer informou que levou em consideração os argumentos apresentados pelo governo brasileiro e pelo setor produtivo sobre a necessidade de ampliar a lista de produtos isentos já na divulgação das medidas.

O governo brasileiro destacou que parte significativa do comércio entre os dois países envolve subsidiárias de empresas norte-americanas instaladas no Brasil, que exportam peças e componentes para suas matrizes nos Estados Unidos.

A avaliação é de que esse argumento foi bem recebido pelo representante comercial norte-americano, aumentando a expectativa de que mais produtos industrializados brasileiros escapem da nova taxação.

Impacto pode ser reduzido

Atualmente, a estimativa é de que o tarifaço atinja cerca de 21% das exportações brasileiras para os Estados Unidos, considerando o valor comercializado.

Mesmo com o encerramento das negociações, representantes dos dois países demonstraram interesse em manter o canal de diálogo aberto, permitindo futuras tratativas sobre a relação comercial entre Brasil e Estados Unidos.

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