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Interpol passa a apoiar buscas por irmãos desaparecidos há oito meses no Maranhão

Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desapareceram em janeiro na zona rural de Bacabal; cooperação internacional não indica que crianças estejam fora do Brasil
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As buscas pelos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desaparecidos há oito meses em Bacabal, no Maranhão, ganharam um novo reforço. A Interpol colocou ferramentas de cooperação internacional à disposição do caso, segundo a advogada que representa a família.

As crianças desapareceram no dia 4 de janeiro de 2026, na comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, localizada na zona rural do município, a aproximadamente 250 quilômetros de São Luís. Desde então, o paradeiro dos irmãos permanece desconhecido.

O apoio internacional, no entanto, não significa que Ágatha e Allan tenham sido encontrados ou que existam indícios confirmados de que estejam fora do Brasil. A cooperação poderá ser utilizada caso surjam informações que apontem para outro país.

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Família terá reunião com Polícia Federal

A mãe das crianças, Clarice Cardoso, deve se reunir nesta quarta-feira (9) com representantes do Núcleo de Cooperação Internacional, na sede da Polícia Federal, em São Luís.

O encontro deverá esclarecer de que forma as ferramentas disponibilizadas pela Interpol poderão ser utilizadas na investigação.

Segundo a advogada Nathaly Moraes, que representa a família, o Núcleo de Cooperação Internacional da Polícia Federal entrou em contato e disponibilizou mecanismos que podem auxiliar tanto nas buscas em outros países quanto em um eventual processo de repatriação, caso as crianças sejam localizadas no exterior.

Possibilidade de tráfico humano já havia sido levantada

A representante da família afirmou que já havia solicitado anteriormente a participação da Polícia Federal na investigação por considerar que a hipótese de tráfico humano deveria ser analisada.

Na ocasião, segundo a advogada, o pedido não avançou por falta de elementos suficientes que justificassem a mudança de competência da Polícia Civil para a esfera federal.

Agora, o apoio disponibilizado por meio do Núcleo de Cooperação Internacional amplia as possibilidades de atuação caso apareçam pistas relacionadas a outros países.

Até o momento, porém, não há confirmação de que o desaparecimento esteja relacionado a tráfico humano.

Caso não tem relação confirmada com crianças resgatadas nos EUA

A atuação da Interpol também ocorre após uma operação realizada nos Estados Unidos resultar no resgate de menores desaparecidos.

Apesar disso, não há indicação de que Ágatha e Allan estejam entre as crianças localizadas na operação.

Segundo a advogada, o Consulado Brasileiro acompanha a situação junto às autoridades norte-americanas enquanto é realizado o processo de identificação de algumas das crianças encontradas.

A cooperação internacional representa, portanto, uma nova ferramenta para a investigação e não uma confirmação de que os irmãos tenham sido levados para outro país.

Irmãos desapareceram em janeiro

Ágatha e Allan foram vistos pela última vez em 4 de janeiro, na comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos.

O caso inicialmente envolvia três crianças desaparecidas. Um primo dos irmãos, de 8 anos, foi localizado com vida três dias depois.

Desde o início das buscas, aproximadamente 2 mil pessoas participaram das operações realizadas na região. Forças de segurança, voluntários e representantes do Congresso Nacional também acompanharam o caso.

Mesmo após oito meses, nenhuma pista concreta sobre a localização de Ágatha e Allan havia sido divulgada até as informações mais recentes.

Investigação continua sob segredo de Justiça

A Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) informou que as buscas pelos irmãos continuam.

Detalhes das diligências não são divulgados porque a investigação está sob segredo de Justiça.

Informações que possam contribuir para localizar Ágatha e Allan podem ser comunicadas pelo 190, da Polícia Militar, ou pelo 181, do Disque-Denúncia. A denúncia pode ser feita sem identificação.

As autoridades também alertam para a circulação de informações falsas nas redes sociais sobre o caso. Nos últimos meses, conteúdos sem confirmação chegaram a afirmar que as crianças haviam sido encontradas ou relacionaram o desaparecimento a supostas redes internacionais.

Segundo a SSP-MA, a divulgação de informações falsas pode atrapalhar as investigações e aumentar o sofrimento dos familiares.

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