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Previsão de chuvas intensas pode amenizar fumaça em Manaus nesta segunda-feira (19)

Inmet emite alerta amarelo para temporais, com ventos de até 60 km/h; qualidade do ar segue preocupante e aulas presenciais continuam suspensas
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Após vários dias de fumaça intensa, Manaus inicia a semana com possibilidade de chuva e expectativa de melhora na qualidade do ar. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta amarelo para temporais nesta segunda-feira (19), abrangendo a capital amazonense e municípios da Região Metropolitana.

A previsão indica chuvas de 20 a 30 milímetros por hora, podendo alcançar 50 milímetros ao longo do dia, acompanhadas de ventos entre 40 e 60 km/h.

Embora a chegada da chuva possa contribuir para diminuir a concentração de partículas poluentes na atmosfera, a situação ainda exige atenção. Manaus amanheceu novamente sob fumaça, e os sistemas de monitoramento continuam registrando índices preocupantes de poluição.

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Chuva pode ajudar a reduzir a concentração de fumaça

A possibilidade de precipitações traz uma perspectiva de alívio para a população, que enfrenta sucessivos episódios de fumaça provocada pelas queimadas no Amazonas.

A chuva pode remover parte das partículas suspensas no ar, incluindo o material particulado fino conhecido como PM2,5, um dos principais poluentes associados aos incêndios florestais.

Entretanto, a ocorrência de temporais não garante que a qualidade do ar volte imediatamente a níveis seguros.

A intensidade, a duração e a distribuição das chuvas influenciam diretamente a redução dos poluentes.

No domingo (18), por exemplo, a precipitação contribuiu para diminuir a concentração de partículas finas em um dos pontos monitorados em Manaus. Apesar disso, outras áreas continuaram apresentando índices elevados.

Enquanto os incêndios permanecerem ativos, novas emissões de fumaça poderão voltar a comprometer a qualidade do ar.

Monitoramento ainda aponta poluição elevada no Amazonas

Dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (AppSelva), consultados por volta das 7h desta segunda-feira (19), mostraram concentrações preocupantes de partículas finas em diferentes localidades.

No município de Autazes, a concentração de PM2,5 chegou a 199,4 microgramas por metro cúbico (µg/m³), resultado classificado como péssimo na escala utilizada pelo sistema.

Em Manaus, pontos de monitoramento também apresentaram classificações entre muito ruim e péssimo.

Esses indicadores mostram que, mesmo com a redução visual da fumaça em determinados momentos, a exposição aos poluentes ainda pode representar riscos à saúde.

As partículas PM2,5 são pequenas o suficiente para penetrar profundamente no sistema respiratório e estão associadas ao agravamento de doenças pulmonares e cardiovasculares.

Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças preexistentes estão entre os grupos que precisam de cuidados adicionais.

Previsão indica mais chuvas e temperaturas de até 35°C

O boletim meteorológico aponta possibilidade de continuidade das chuvas em diferentes regiões do Amazonas na terça-feira (20).

Ao longo da semana, a previsão indica precipitações distribuídas por boa parte do estado, com volumes mais expressivos principalmente na região centro-oeste.

Para Manaus, as temperaturas máximas devem variar entre 30°C e 35°C, com períodos de nebulosidade, calor e possibilidade de novas pancadas de chuva.

A quantidade e a distribuição das precipitações poderão variar de um dia para outro.

Apesar da expectativa de melhora temporária, será necessário acompanhar os dados dos sensores de qualidade do ar para verificar se a concentração de poluentes realmente diminuiu.

Escolas municipais e estaduais permanecem sem aulas presenciais

A crise de fumaça também continua provocando mudanças na rotina de estudantes e profissionais da educação.

Nesta segunda-feira (19), as aulas presenciais estão suspensas nas escolas municipais de Manaus e nas unidades da rede estadual da capital, em todos os turnos.

No interior do Amazonas, a medida também alcança escolas dos municípios de Autazes e Nova Olinda do Norte.

As suspensões foram adotadas como medida preventiva diante da exposição à poluição atmosférica.

UEA, Ifam e Ufam também suspendem atividades

Instituições de ensino superior e técnico também anunciaram mudanças no funcionamento durante esta semana.

A Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e o Instituto Federal do Amazonas (Ifam) suspenderam as atividades acadêmicas e administrativas presenciais entre 19 e 23 de outubro, de segunda a sexta-feira.

Já a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) determinou a suspensão das atividades presenciais nesta segunda-feira (19) e terça-feira (20), em Manaus e no campus de Itacoatiara.

As decisões buscam reduzir a exposição de estudantes, professores e servidores aos efeitos da fumaça.

Inmet alerta para riscos de alagamentos e ventos fortes

Apesar da possibilidade de melhorar temporariamente a qualidade do ar, os temporais também exigem atenção.

O alerta amarelo do Inmet indica riscos de alagamentos, queda de galhos de árvores e interrupções no fornecimento de energia elétrica.

Durante chuvas acompanhadas de rajadas de vento, a recomendação é evitar abrigo debaixo de árvores e não estacionar veículos próximos a torres de transmissão ou placas de propaganda.

Também é aconselhável evitar o uso de aparelhos eletrônicos conectados à tomada durante tempestades.

Em caso de emergência, a população pode acionar a Defesa Civil pelo número 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193.

Cuidados com a fumaça devem continuar

Mesmo com a previsão de chuva, a orientação é manter as medidas de proteção enquanto os índices de poluição permanecerem elevados.

Entre os cuidados recomendados estão evitar exercícios ao ar livre, reduzir a exposição à fumaça, manter portas e janelas fechadas nos períodos críticos e beber água regularmente.

Quando for necessário sair, máscaras PFF2 ou N95 bem ajustadas podem ajudar a reduzir a inalação de partículas finas.

A expectativa é que as chuvas tragam algum alívio para Manaus nos próximos dias. No entanto, a melhora duradoura da qualidade do ar depende também do controle dos incêndios que continuam atingindo o Amazonas.

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