Nas imagens, um dos agentes aparece desferindo golpes de cassetete contra o suspeito, que estava imobilizado no chão (veja vídeo abaixo).
Sete guardas municipais de Manaus foram afastados após a divulgação de um vídeo que mostra um deles agredindo um suspeito de roubo – que estava algemado, rendido e sentado no chão de um prédio abandonado no Centro Histórico da cidade. O caso, registrado como tortura, é investigado pela Polícia Civil e ganhou repercussão nesta quinta-feira (24), quando as imagens circularam nas redes sociais.
Nas imagens, o agente Francisco das Chagas Eugênio de Araújo aparece desferindo golpes de cassetete contra o suspeito, que estava imobilizado no chão. Enquanto isso, outros seis guardas municipais assistiam à cena passivamente – um deles ainda filmava as agressões, e outros zombavam da vítima.
O caso foi registrado como tortura no 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP) e levou ao afastamento imediato de todos os agentes envolvidos. O corregedor da Guarda Municipal afirmou que o vídeo chegou ao conhecimento na manhã desta quinta e deixou claro o excesso de força utilizado pelo servidor.
Francisco, que atua na Prefeitura desde 1999 sem concurso público, compareceu voluntariamente à delegacia para prestar esclarecimentos.
Em depoimento, o guarda agressor admitiu ter usado o cassetete, mas tentou justificar a ação: “Usei o cassetete apenas para conduzir o suspeito para fora. Foi força necessária, não foi tortura”. Ele afirmou não saber que estava sendo filmado durante a ação, ocorrida no dia 12 de abril, quando a equipe supostamente surpreendeu o homem tentando furtar um motor no local.
O caso revela graves irregularidades: a vítima foi liberada sem ser levada à delegacia, nenhum objeto de roubo foi encontrado com ela, e nenhum dos agentes presentes interveio para impedir a violência.
A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria de Segurança, emitiu nota repudiando veementemente as agressões e afirmando que o comportamento dos agentes não representa os valores da corporação. Todas as armas dos envolvidos foram recolhidas, e um processo disciplinar foi aberto para apurar os fatos.


