Um caso de extrema violência chocou o município de Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro. Ruan Henrique Oliveira de Souza, de 31 anos, assassinou a ex-mulher, Camile Barbosa Duarte Antunes, de 30 anos, com diversos golpes de faca dentro da casa da vítima, localizada no bairro Parque Califórnia.
De acordo com as investigações, o crime foi premeditado. Imagens de câmeras de segurança mostram que o homem entrou na residência às 7h22, utilizando uma cópia das chaves do imóvel, apenas um minuto após os filhos gêmeos do casal, de 12 anos, saírem de carro para a escola.
O corpo de Camile foi encontrado sobre a cama. Segundo a polícia, a vítima apresentava múltiplos ferimentos de defesa nas mãos, além de lesões na nuca e em outras partes do corpo, indicando que tentou resistir ao ataque.
Após cometer o crime, o suspeito deixou o local e retornou pouco tempo depois, quando tirou a própria vida nos fundos da residência.
A Polícia Civil informou que, devido à morte do autor, o inquérito será encerrado por extinção de punibilidade. Os aparelhos celulares de ambos foram recolhidos para perícia, e os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML).
Relacionamento era marcado por histórico de violência
Segundo a investigação, o casal mantinha um relacionamento há cerca de 15 anos, marcado por conflitos e episódios de violência doméstica que nunca chegaram a ser formalmente denunciados.
O término da relação teria ocorrido após a vítima descobrir uma traição do companheiro.
A polícia apurou ainda que, em fevereiro deste ano, Camile teria sido agredida fisicamente pelo ex-companheiro. Há cerca de duas semanas, ele também teria invadido a residência armado, fazendo ameaças de morte contra a ex-mulher e afirmando que também tiraria a própria vida.
Os filhos gêmeos do casal, de 12 anos, estão sob os cuidados de familiares.
Violência doméstica pode evoluir para tragédias
O caso reforça o alerta para situações de violência doméstica. Especialistas destacam que ameaças, agressões físicas, perseguições e invasões de domicílio são sinais de risco elevado, que devem ser comunicados às autoridades para que medidas protetivas possam ser adotadas.
A investigação segue em andamento para conclusão dos procedimentos periciais.


