Os rodoviários de Manaus mantiveram a ameaça de greve prevista para esta sexta-feira (22) após rejeitarem a proposta salarial apresentada pelo Sinetram. A categoria afirma que poderá paralisar 50% da frota de ônibus da capital por tempo indeterminado caso não haja acordo nas negociações.
O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Coletivo Urbano e Rodoviários de Manaus e Região Metropolitana (STTRM) informou que a decisão foi mantida após reunião realizada com representantes das empresas de transporte na quarta-feira (20).
Segundo os trabalhadores, a proposta apresentada pelo Sinetram prevê apenas 4,11% de reajuste salarial, percentual considerado insuficiente pela categoria, que reivindica um aumento de 12%.
Além do reajuste, o sindicato patronal também teria oferecido um adicional de R$ 30 para motoristas que acumulam a função de cobrador nos ônibus da capital.
O presidente do STTRM, Givancir Oliveira, criticou a proposta e afirmou que os trabalhadores não irão aceitar o valor apresentado pelas empresas.
“O Sinetram hoje ofereceu uma proposta imoral de 4% de reajuste e um aumento de R$ 30 para os motoristas que fazem acúmulo de função. Essa proposta não satisfaz a categoria”, declarou.
De acordo com o sindicato, o reajuste pedido pelos rodoviários busca recompor perdas salariais acumuladas nos últimos anos e garantir melhores condições de trabalho para os profissionais do transporte coletivo.
Greve pode impactar milhares de passageiros
Caso a paralisação seja confirmada, a expectativa é de que a redução da frota provoque superlotação nos ônibus, além de dificuldades de deslocamento em diversas regiões da cidade.
A possível greve também pode afetar diretamente trabalhadores, estudantes e o comércio de Manaus, principalmente nos horários de maior movimento.
Apesar do impasse, representantes do STTRM e do Sinetram ainda devem participar de uma nova rodada de negociações nesta quinta-feira (21). A reunião poderá definir se haverá acordo ou se a greve será oficialmente iniciada.
Até o momento, o Sinetram não divulgou uma nova proposta pública para tentar evitar a paralisação.


