Calderano consolidou o lugar entre os maiores nomes do esporte, marcando a primeira vez que um atleta das Américas sobe ao pódio no torneio mais importante da modalidade depois das Olimpíadas.
Neste domingo (25), Hugo Calderano entrou para a história como o primeiro atleta fora da Ásia e Europa a disputar uma final do Mundial de Tênis de Mesa. O brasileiro, 3º do ranking mundial, conquistou a medalha de prata em Doha após ser derrotado por 4 sets a 1 (12/10, 11/3, 4/11, 11/2 e 11/7) pelo chinês Wang Chuqin, vice-líder do ranking.
Apesar do resultado, Calderano consolidou o lugar entre os maiores nomes do esporte, marcando a primeira vez que um atleta das Américas sobe ao pódio no torneio mais importante da modalidade depois das Olimpíadas.
O jogo e a reação de Calderano
Exausto após a semifinal disputada no dia anterior, Calderano não conseguiu manter o mesmo ritmo contra o chinês, que manteve a hegemonia asiática de 22 anos no torneio.
“Não consegui apresentar o meu melhor hoje. Tenho certeza de que foi mais a parte física que pesou. O jogo de ontem me esgotou. Estou exausto ainda (…) Mas olhando de uma forma geral, foi um campeonato incrível. Se falasse antes que eu sairia com uma medalha, eu ficaria muito feliz”, afirmou o brasileiro.
Trajetória de superação
A prata em Doha coroa uma temporada excepcional para Calderano. Em abril, ele já havia feito história ao vencer a Copa do Mundo, derrotando o então nº 1 do mundo, Lin Shidong, e o próprio Wang Chuqin na semifinal. Desta vez, porém, o chinês levou a melhor, aumentando para cinco vitórias em sete confrontos contra o brasileiro.
“Foi uma semana incrível. Vinha de um título da Copa do Mundo, jogando muito bem. Sabia que seria um grande desafio manter essa forma aqui no Mundial (…) Estou muito orgulhoso de mais uma vez conseguir jogar nesse nível”, disse Calderano.


