Após repercussão da morte de brasileira no Monte Rinjani, usuários da Indonésia responderam ataques nas redes com deboche e críticas ao Brasil
A brasileira Juliana Marins, de 26 anos, desapareceu em 20 de junho enquanto fazia uma trilha no Monte Rinjani, na ilha de Lombok. No sábado (21), drones localizaram-na entre rochas, aparentemente viva. Entretanto, devido à dificuldade de acesso, ela só foi encontrada morta na terça-feira (24); o corpo só foi resgatado na quarta (25).
A divulgação da morte e dos fatos levou diversos brasileiros a responsabilizarem o presidente indonésio Prabowo Subianto e as equipes de resgate por suposta negligência. Essa reação gerou uma onda de repostas de usuários indonésios nas postagens do perfil do presidente Lula. Comentários como “Agora você gostaria de agradecer a quem ajudou Juliana???” e “Não visitaremos esse país” passaram a figurar entre as mensagens

Retomada indonésia nas redes
“Por que acusar meu presidente? Ele deveria ir ao Rinjani para salvar a Juliana?”, questionou um internauta.
Outro apontou a rudeza dos brasileiros nas críticas, lembrando o acidente que matou oito pessoas em um balão em Santa Catarina: “Parem de atacar a nossa equipe de resgate; já perderam vidas no balão e agora criticam a Indonésia”
Comentários também defenderam que o Monte Rinjani é um destino desafiador, “não para iniciantes”, e ressaltaram os esforços arriscados dos socorristas locais

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O que diz o laudo
A autópsia, divulgada na sexta (27), revelou que Juliana sofreu múltiplas fraturas e lesões internas, com hemorragia grave oriunda de um forte trauma torácico, levando à morte cerca de 20 minutos após a queda, sem sinais de hipotermia.


