Juliana Marins caiu de penhasco durante trilha no Monte Rinjani; organizadores e guias são interrogados
A Polícia Nacional da Indonésia abriu uma investigação para apurar se houve negligência no caso da brasileira Juliana Marins, que morreu após cair de um penhasco enquanto fazia uma trilha no vulcão Rinjani, localizado na ilha de Lombok. A informação foi confirmada nesta terça-feira (1º) pela Polícia Sub-Regional de East Lombok.
Segundo o inspetor assistente sênior I Made Dharma Yulia Putra, quatro testemunhas já foram ouvidas: o organizador da trilha, o guia responsável por conduzir Juliana, um dos carregadores que participou do resgate e um policial florestal que atua na região do parque nacional.
Em conjunto com representantes da Embaixada do Brasil, as autoridades locais também realizaram uma inspeção no entorno da área onde o acidente ocorreu. A chefe do Parque Nacional de Rinjani, Lidya Saputro, declarou que os protocolos de segurança do local estão sendo reavaliados.
O corpo de Juliana foi embarcado nesta terça-feira (1º) para o Brasil. A Emirates Airlines confirmou que a primeira parada será em Dubai, com chegada a São Paulo e, posteriormente, ao Rio de Janeiro, prevista para esta quarta-feira (2).
Relembre o caso:
Juliana Marins, brasileira, morreu no dia 21 de junho após sofrer uma queda de aproximadamente 40 metros durante uma trilha no Monte Rinjani, um dos destinos mais procurados por turistas na Indonésia. Ela fazia a caminhada acompanhada de um guia local e outros participantes, quando perdeu o equilíbrio em uma área de penhasco. A demora no resgate e a ausência de suporte imediato no local levantaram questionamentos sobre a estrutura de segurança oferecida aos visitantes do parque.


