Despedida da brasileira que morreu após acidente em trilha na Indonésia acontece no Cemitério Parque da Colina
O velório de Juliana Marins, publicitária brasileira que faleceu após sofrer uma queda durante uma trilha no vulcão Monte Rinjani, na Indonésia, será realizado nesta sexta-feira (4), em Niterói (RJ), cidade natal da jovem.
A cerimônia de despedida ocorrerá no Cemitério Parque da Colina e será dividida em dois momentos: das 10h às 12h, o velório será aberto ao público; das 12h30 às 15h, o acesso será restrito a familiares e amigos próximos.
Juliana morreu no dia 24 de junho, após ser localizada sem vida na região da trilha onde fazia uma expedição. Desde então, a família tem buscado esclarecimentos sobre as circunstâncias da morte.
Nova autópsia no Brasil
O corpo da jovem passou por uma nova autópsia nesta quarta-feira (2), no Instituto Médico Legal (IML) Afrânio Peixoto, no Rio de Janeiro. O procedimento foi realizado por dois peritos da Polícia Civil, com a presença de um agente da Polícia Federal e um representante da família.
A necropsia foi autorizada pela Justiça Federal após solicitação da Defensoria Pública da União (DPU), devido à falta de informações conclusivas no laudo da polícia da Indonésia. Segundo a defensora pública Taísa Bittencourt Leal Queiroz, o pedido foi feito diante da “ausência de esclarecimento sobre a causa e o momento exato da morte”.
A nova autópsia começou às 8h30 e durou pouco mais de duas horas. Um laudo preliminar deve ser divulgado em até sete dias.
Primeira autópsia gerou críticas
A primeira análise do corpo foi realizada em um hospital de Bali, e apontou múltiplas fraturas e lesões internas, descartando a hipótese de hipotermia. O legista indonésio estimou que Juliana teria sobrevivido por até 20 minutos após o impacto, mas não indicou a data exata do acidente.
A divulgação dos resultados pela imprensa, antes de qualquer notificação à família, gerou revolta nos parentes da jovem. Por meio do perfil criado pela irmã, Mariana Marins, os familiares criticaram a forma como foram tratados pelas autoridades indonésias.
A Defensoria Pública também solicitou a abertura de um inquérito pela Polícia Federal para investigar o caso com mais profundidade.


