Ex-presidente dos EUA chama processos contra o ex-líder brasileiro de “caça às bruxas” e pede respeito ao voto popular
Brasília – O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald J. Trump, usou as redes sociais nesta segunda-feira (7) para declarar apoio a Jair Bolsonaro e criticar duramente o sistema judicial brasileiro. Em publicação considerada polêmica, Trump afirmou que o ex-presidente do Brasil estaria sendo alvo de uma “perseguição política” e comparou a situação a um processo de “caça às bruxas”, semelhante ao que ele próprio diz ter enfrentado nos Estados Unidos.
Trump defendeu que Bolsonaro “não é culpado de nada, exceto por ter lutado pelo povo” e classificou as ações judiciais contra o ex-mandatário como um “ataque a um oponente político”.
Elogios e alerta internacional
Na publicação, o republicano chamou Bolsonaro de “líder forte, patriota e negociador firme em comércio”, e sugeriu que o político brasileiro ainda tem amplo apoio popular. Trump afirmou que a última eleição foi “muito disputada” e disse que Bolsonaro “está liderando nas pesquisas”, sinalizando a possibilidade de um retorno à cena política.
O ex-presidente americano também declarou que continuará acompanhando de perto o que chamou de “witch hunt” (caça às bruxas) contra Bolsonaro, sua família e seus apoiadores. Para ele, “o único julgamento que deveria acontecer é o julgamento pelos eleitores do Brasil”.
A mensagem terminou com a frase em caixa alta — e que rapidamente viralizou nas redes sociais: “LEAVE BOLSONARO ALONE!” (“Deixem Bolsonaro em paz!”).

Repercussão e contexto
A declaração de Trump ocorre em meio ao avanço de processos na Justiça Eleitoral e no Supremo Tribunal Federal contra Bolsonaro, que enfrenta acusações relacionadas aos atos antidemocráticos de 8 de janeiro, à disseminação de fake news e à tentativa de deslegitimar o sistema eleitoral brasileiro.
Nas redes sociais, a manifestação de Trump dividiu opiniões: enquanto apoiadores de Bolsonaro celebraram o gesto como um reforço internacional à narrativa de perseguição, críticos acusaram o ex-presidente americano de interferência indevida em assuntos internos do Brasil.


