Justiça acata denúncia do MP após episódio em que artista e amigos teriam atacado PMs com pedras durante operação no Complexo da Penha
Além de Oruam, Willyam Matheus Vianna Rodrigues Vieira, amigo do artista, também foi denunciado. A Justiça ainda determinou um novo mandado de prisão preventiva para o rapper, que já está detido por outras acusações relacionadas ao mesmo episódio, ocorrido em 21 de julho, no Complexo da Penha.
Na ocasião, policiais cumpriam um mandado de busca e apreensão contra um adolescente investigado por tráfico de drogas e roubo. Segundo o MPRJ, após a apreensão do jovem, Oruam, Willyam e outras pessoas não identificadas teriam lançado pedras, algumas com quase cinco quilos, do alto de uma varanda, atingindo um dos agentes nas costas e forçando outro a se abrigar atrás da viatura.
Imagens da noite mostram o rapper agredindo uma viatura policial pouco antes da retirada da equipe da área. O Ministério Público argumenta que houve dolo eventual, ou seja, os acusados assumiram o risco de causar morte, o que pode configurar crime hediondo, devido à suposta conduta cruel e ao perigo das agressões.

Além do ataque, Oruam também teria feito publicações nas redes sociais incitando violência contra policiais e desafiando as forças de segurança. Ele já responde por outros crimes, incluindo tráfico de drogas, associação para o tráfico, ameaça, desacato e lesão corporal. O artista se entregou no dia seguinte à operação, após algumas horas foragido.
A defesa do rapper nega que ele tenha tentado matar alguém. Em nota, os advogados alegam que Oruam agiu em um “momento de extremo desespero e legítima defesa”, após, segundo eles, ser ameaçado com armas de fogo e agredido fisicamente por policiais. Ainda de acordo com a assessoria do artista, as pedras foram lançadas contra carros descaracterizados que estavam em frente à residência do músico.


