Ativista conservador de 31 anos foi baleado enquanto discursava para milhares de pessoas em Utah
O ativista conservador Charlie Kirk, um dos nomes mais influentes do movimento juvenil ligado ao ex-presidente Donald Trump, foi morto nesta quarta-feira (10/9) em um atentado a tiros na Universidade Utah Valley (UVU), em Orem, Utah. Ele tinha 31 anos.
Segundo autoridades, Kirk foi atingido por um disparo enquanto respondia a uma pergunta da plateia. O tiro, aparentemente disparado de uma posição elevada em um prédio acadêmico, provocou pânico entre as cerca de 3 mil pessoas presentes. O ativista chegou a ser levado ao hospital por sua equipe de segurança, mas não resistiu.
O FBI informou que um suspeito chegou a ser detido e liberado após prestar depoimento, enquanto as investigações seguem em andamento.
Vídeos nas redes sociais mostram o momento em que Kirk falava sobre tiroteios em massa antes de ser atingido. A esposa e os dois filhos do ativista estavam no local no momento do ataque.
Trajetória e influência
Kirk fundou ainda aos 18 anos o grupo Turning Point USA, voltado a difundir ideias conservadoras em universidades americanas de perfil liberal. A organização cresceu e hoje possui presença em mais de 850 faculdades, desempenhando papel decisivo na mobilização estudantil pró-Trump em estados-chave, como o Arizona.
Além de liderar a Turning Point, Kirk comandava um podcast diário, fazia palestras em universidades e acumulava milhões de seguidores nas redes sociais. Era conhecido por confrontar estudantes em debates sobre temas como identidade de gênero, mudanças climáticas, religião e valores familiares.
Donald Trump chegou a afirmar que Kirk havia criado “uma das organizações juvenis mais poderosas já existentes” e declarou luto oficial, ordenando bandeiras a meio mastro nos EUA.
Vínculo com o Brasil
Em 2023, Charlie entrevistou Jair Bolsonaro em seu podcast e organizou um evento em Miami no qual o ex-presidente brasileiro palestrou. Nesta quarta-feira, Eduardo Bolsonaro (PL-SP) lamentou a morte e descreveu Kirk como “jovem de bom coração, criativo e empreendedor”.
Repercussão política
A morte de Kirk gerou forte reação em Washington. Trump disse em sua rede social que o ativista era “amado e admirado por todos” e enviou condolências à família. O presidente Joe Biden também lamentou o crime, afirmando que “não há lugar para esse tipo de violência” nos EUA.
O atentado abalou o clima político em meio à corrida presidencial americana. Para muitos, a execução de uma figura tão ligada ao movimento conservador representa um novo capítulo da polarização e da escalada de violência no país.
Assista ao vídeo do momento em que Charlie leva o tiro:


