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Justiça rejeita pedido de absolvição de Sean “Diddy” Combs e mantém condenação por prostituição

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Rapper pode pegar mais de 11 anos de prisão; juiz citou “evidências esmagadoras” de abusos contra ex-namoradas em encontros sexuais forçados

Um juiz federal em Manhattan negou, nesta terça-feira (30), o pedido de Sean “Diddy” Combs para anular sua condenação criminal por acusações ligadas à prostituição. O magnata do hip-hop, de 55 anos, foi considerado culpado em julho por duas acusações de transporte de pessoas para fins de prostituição e aguarda sentença.

O juiz Arun Subramanian classificou como “evidências esmagadoras” as provas apresentadas pelos promotores, que pedem uma pena de 11 anos e 3 meses de prisão, além de multa de US$ 500 mil. A defesa, por outro lado, solicita uma pena máxima de 14 meses, o que poderia permitir a libertação de Combs ainda este ano, com crédito pelo tempo já cumprido desde sua prisão em setembro de 2024.

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Acusações e testemunhos

Durante o julgamento, que durou oito semanas, as ex-namoradas de Combs, a cantora Casandra Ventura (Cassie) e uma mulher identificada apenas como Jane, relataram abusos físicos, ameaças e participação forçada em encontros sexuais organizados pelo artista, conhecidos como Freak Offs.

Segundo os promotores, Combs contratava acompanhantes masculinos para esses encontros, alimentados por drogas, que eram gravados pelo próprio rapper. Ventura afirmou que o comportamento abusivo começou quando ela tinha 19 anos, descrevendo que os atos sexuais se tornaram “um trabalho em tempo integral” sob coerção.

“O governo provou seu caso muitas vezes”

Escreveu o juiz Subramanian em sua decisão.

Argumentos rejeitados

A defesa de Combs alegava que sua condenação não deveria ser mantida porque ele não obteve vantagem financeira direta com os atos e não participou dos encontros sexuais. O juiz, no entanto, destacou que o simples transporte de acompanhantes motivados financeiramente já configurava crime sob a Lei Mann, que combate o tráfico sexual desde 1910.

Subramanian também rejeitou a alegação de que a condenação violaria direitos constitucionais relacionados à liberdade de expressão. Para ele, registrar os encontros não tornava a conduta legal:

“Sua conduta se situa no cerne das proibições legítimas da Lei. Não há dúvida de que sua condenação não levanta problemas constitucionais.”

Próximos passos

A sentença de Sean “Diddy” Combs está marcada para a próxima sexta-feira (3). Caso prevaleça o pedido da promotoria, ele poderá passar mais de uma década atrás das grades.

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