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PIX: entenda como o Banco Central vai bloquear chaves usadas em golpes e fraudes

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Nova medida entra em vigor neste sábado (4) e busca aumentar a segurança nas transferências digitais

A partir deste sábado (4), o Banco Central (BC) começa a bloquear chaves PIX identificadas como envolvidas em golpes ou fraudes. A ação faz parte de um novo mecanismo de segurança definido após reunião do Fórum PIX, realizada nesta semana, e tem o objetivo de reforçar a proteção do sistema de pagamentos instantâneos.

De acordo com o BC, as instituições financeiras poderão marcar o CPF, CNPJ ou a chave PIX de usuários suspeitos de envolvimento em atividades fraudulentas. Uma vez feita essa marcação, as contas associadas não poderão enviar nem receber transferências, e novas chaves PIX poderão ser recusadas.

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A medida complementa outra novidade anunciada recentemente: o “botão de contestação”, já disponível em aplicativos de vários bancos, que permite que o cliente conteste uma transação suspeita diretamente pelo app, sem precisar de atendimento humano.

Como funciona a marcação

O Banco Central explicou que o processo varia conforme o estágio da transação:

  • Se o PIX foi rejeitado antes da conclusão: o banco do recebedor (onde está a conta suspeita) pode criar a marcação imediatamente, sem necessidade de autorização do banco do pagador.

  • Se o PIX foi concluído, mas não houve devolução: o banco do recebedor também é quem faz a marcação do suspeito.

  • Se houver devolução de valores (via Mecanismo Especial de Devolução – MED): o banco da vítima solicita a devolução e o banco do suspeito deve confirmar a notificação, seguindo os prazos do BC.

O que é a “notificação de infração”

A marcação de um usuário é feita por meio da notificação de infração, registrada nos sistemas do Banco Central. Todas as instituições participantes do PIX podem consultar essas notificações, o que permite identificar contas com histórico de irregularidades nos últimos 60 meses.

Com base nessas informações, os bancos podem bloquear, reter ou rejeitar transações consideradas de risco, ajudando a evitar novos golpes.

Caso a marcação seja feita de forma indevida, a instituição financeira é responsável por removê-la. Nesses casos, o cliente deve procurar diretamente o seu banco para esclarecimentos.

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