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Trio de cientistas vence o Nobel de Medicina por descobertas sobre controle do sistema imunológico

Mary Brunkow, Fred Ramsdell e Shimon Sakaguchi foram reconhecidos por revelar mecanismos da tolerância imunológica periférica, abrindo caminho para novas terapias contra câncer e doenças autoimunes
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Os cientistas Mary Brunkow, Fred Ramsdell e Shimon Sakaguchi foram os vencedores do Prêmio Nobel de Medicina de 2025, anunciado nesta segunda-feira (6). O trio foi reconhecido por suas descobertas sobre a tolerância imunológica periférica, que explicam como o corpo evita atacar os próprios tecidos.

Segundo a organização do Nobel, as pesquisas dos laureados “lançaram as bases para um novo campo de estudo e impulsionaram o desenvolvimento de terapias inovadoras”, especialmente no tratamento de câncer e doenças autoimunes.

O prêmio é concedido pela Assembleia Nobel da Universidade Médica do Instituto Karolinska, na Suécia. Cada vencedor recebe uma medalha de ouro e um total de 11 milhões de coroas suecas (cerca de US$ 1,2 milhão), entregue pelo rei da Suécia durante a cerimônia oficial.

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 Descobertas que transformaram a imunologia

O trabalho de Shimon Sakaguchi, iniciado na década de 1990, foi pioneiro ao identificar as células T reguladoras, responsáveis por manter o sistema imunológico sob controle. Anos depois, os cientistas americanos Mary Brunkow e Fred Ramsdell descobriram o papel essencial do gene FOXP3 no desenvolvimento dessas células.

Essas descobertas ajudaram a compreender como o organismo evita respostas autoimunes, nas quais o sistema imunológico passa a atacar tecidos saudáveis. Também abriram caminho para o desenvolvimento de terapias mais seguras e eficazes, tanto para doenças autoimunes quanto para tratamentos oncológicos.

Tradição e importância do Nobel

Criado em 1901 por determinação do químico e inventor sueco Alfred Nobel, o prêmio é concedido a pessoas e instituições que realizam contribuições excepcionais nas áreas de ciência, literatura e paz.

O Prêmio de Economia, adicionado posteriormente, é financiado pelo Banco Central da Suécia (Riksbank). Todos os prêmios são entregues em Estocolmo, com exceção do Nobel da Paz, concedido em Oslo, na Noruega, um legado do período em que os dois países formavam uma união política.

Entre os vencedores anteriores do Nobel de Medicina estão nomes históricos como Alexander Fleming, descobridor da penicilina, e cientistas responsáveis por avanços que possibilitaram o desenvolvimento das vacinas contra a COVID-19.

Em 2024, o prêmio foi entregue aos americanos Victor Ambros e Gary Ruvkun, pela descoberta dos microRNAs, moléculas fundamentais para o controle da expressão genética.

Cerimônia e legado

O anúncio do prêmio de Medicina tradicionalmente abre a temporada do Nobel, considerado o reconhecimento científico mais prestigiado do mundo.

As premiações culminam em uma cerimônia solene no dia 10 de dezembro, data que marca o aniversário de morte de Alfred Nobel, e são seguidas de banquetes oficiais com a presença das famílias reais da Suécia e da Noruega.

Mais de um século após sua criação, o Prêmio Nobel segue como símbolo máximo de excelência científica e contribuição à humanidade.

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