Rede MLC
Política

CMM aprova reforma da Manausprev mesmo com parecer que aponta inconstitucionalidade

Projeto muda regras de aposentadoria de 35 mil servidores e amplia idade mínima e tempo de contribuição
Publicidade

A Câmara Municipal de Manaus (CMM) aprovou, nesta quarta-feira (5), em primeiro turno, o Projeto de Lei Complementar (PLC) nº 008/2025, que trata da reforma da Manaus Previdência (Manausprev). A proposta altera as regras de aposentadoria de cerca de 35 mil servidores municipais, mesmo após a Procuradoria Legislativa da Casa ter considerado o texto inconstitucional.

A votação ocorreu de forma simbólica, sem registro no painel eletrônico. Entre os 40 vereadores presentes, 10 votaram contra: Rodrigo Guedes (Progressistas), Ivo Neto (PMB), Zé Ricardo (PT), Amauri Gomes (União), Taysa Lippy (PRD), Sargento Salazar (PL), Coronel Rosses (PL), Capitão Carpê (PL), Aldenor Lima (União) e Raiff Matos (PL).

O vereador Zé Ricardo (PT) pediu que os votos fossem exibidos no telão, alegando dúvidas quanto ao resultado, mas o presidente da Casa, David Reis (Avante), negou o pedido.

Publicidade

“Não há o que se falar em dúvida. Eu já declinei os nomes dos que votaram contra; os que eu não falei, automaticamente votaram a favor”

Afirmou Reis.

Mudanças nas regras

A proposta eleva a idade mínima e o tempo de contribuição para a aposentadoria dos servidores municipais.

  • Homens: idade mínima passa de 60 para 65 anos;

  • Mulheres: de 55 para 62 anos;

  • Tempo mínimo de contribuição: 25 anos para ambos os sexos, sendo 10 anos de serviço público e 5 no cargo atual.

Para professores, as novas exigências são de 30 anos de contribuição para homens e 25 para mulheres, mantendo as mesmas regras de tempo de serviço público e cargo. As mudanças valem apenas para os servidores que ingressaram após 31 de dezembro de 2003.

Parecer aponta inconstitucionalidade

O parecer da Procuradoria Legislativa da CMM, assinado em 23 de setembro pela procuradora Pryscila Freire de Carvalho, considera o projeto inconstitucional. O documento afirma que o texto fere princípios como isonomia, razoabilidade, segurança jurídica e proteção da confiança legítima.

Segundo o parecer, o PLC contraria a Emenda Constitucional nº 103/2019, que reformou a Previdência nacional, e coloca os servidores municipais em condição mais desfavorável que os federais e estaduais, ao não adotar critérios mais benéficos previstos em normas anteriores, como a Emenda Constitucional nº 47/2005.

A votação em segundo turno ainda não tem data definida.

Publicidade

Leia mais

EUA acusam China de operar instalações com potencial uso militar na América Latina, incluindo bases no Brasil

Brenda Gomes

Senado aprova acordo entre Mercosul e União Europeia

Brenda Gomes

Supostas anotações de Flávio Bolsonaro expõem articulações do PL no Amazonas para 2026

Brenda Gomes

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Entendemos que você está de acordo com isso, mas você pode cancelar, se desejar. Aceito Leia Mais