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Dia Nacional da Onça-Pintada reforça alerta pela preservação do maior felino das Américas

Presente em todos os biomas do Brasil, espécie é símbolo da conservação da biodiversidade e enfrenta ameaças como desmatamento e caça ilegal
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Neste sábado (29), o Brasil celebra o Dia Nacional da Onça-Pintada, uma data criada em 2018 pelo Ministério do Meio Ambiente para destacar a importância ecológica e cultural do maior felino das Américas. Reconhecida oficialmente como Símbolo Brasileiro da Conservação da Biodiversidade, a onça-pintada ocupa papel fundamental no equilíbrio dos ecossistemas.

Presença em todos os biomas brasileiros

A onça-pintada (Panthera onca) é encontrada em todas as regiões do país, Amazônia, Pantanal, Cerrado, Mata Atlântica e Caatinga, e está no topo da cadeia alimentar. Ela ajuda a regular populações de presas e a manter ambientes mais saudáveis. O Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros (Cenap) estima que cerca de metade de toda a população mundial desse felino vive no Brasil.

Mesmo assim, a espécie segue vulnerável, principalmente em áreas afetadas pelo avanço do desmatamento, da expansão agrícola e da caça clandestina.

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Amazônia, o território da adaptação extrema

Entre todos os biomas, a Amazônia reúne alguns dos comportamentos mais surpreendentes desse felino. A onça-pintada é altamente adaptável: vive em florestas densas, áreas abertas, regiões áridas e, principalmente, em áreas com abundância de rios e igarapés.

Durante os períodos de cheia dos grandes rios amazônicos, quando a floresta fica submersa por até 10 metros de água, pesquisadores registraram um comportamento impressionante: as onças passam meses vivendo nas copas das árvores, deslocando-se entre os galhos para caçar, descansar e se manter seguras. Trata-se de uma habilidade quase única entre felinos de grande porte, demonstrando a incrível capacidade de adaptação da espécie.

Esforços de conservação

A preservação da onça-pintada envolve uma série de iniciativas lideradas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e organizações parceiras. Entre as ações, destacam-se:

  • criação de unidades de conservação, como o Parque Nacional do Boqueirão da Onça (BA),

  • programas de pesquisa e monitoramento,

  • ações de educação ambiental e fiscalização,

  • cooperação internacional por meio de projetos como o Jaguar RoadMap 2030, voltado ao combate ao tráfico de partes de animais e à criação de corredores ecológicos.

Na Mata Atlântica, por exemplo, estudos no Parque Nacional do Iguaçu resultaram na triplicação do número estimado de onças, além de fortalecer o Corredor Verde, que conecta áreas naturais entre Brasil, Argentina e Paraguai.

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