A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do Columvi (glofitamabe), um novo medicamento destinado ao tratamento de adultos com linfoma difuso de grandes células B, um dos subtipos mais agressivos do linfoma não Hodgkin (LNH). A autorização foi publicada na edição de segunda-feira (20) do Diário Oficial da União.
O medicamento será indicado para pacientes cuja doença voltou após o tratamento ou não respondeu às terapias anteriores, desde que não sejam elegíveis ao transplante autólogo de células-tronco, procedimento utilizado em alguns casos para combater o câncer.
Segundo a Anvisa, o Columvi deverá ser administrado em combinação com os medicamentos gencitabina e oxaliplatina, ampliando as opções terapêuticas para um grupo de pacientes que, até então, contava com alternativas limitadas de tratamento.
O que é o linfoma não Hodgkin?
O linfoma não Hodgkin é um tipo de câncer que se desenvolve nas células do sistema linfático, estrutura responsável por parte da defesa do organismo contra infecções. A doença reúne mais de 20 subtipos diferentes e pode surgir em diversas regiões do corpo, já que o sistema linfático está distribuído por todo o organismo.
Embora possa afetar crianças, adolescentes e adultos, a incidência da doença aumenta com o avanço da idade, sendo mais frequente em pessoas com mais de 60 anos. Entre os cânceres do sistema linfático, também é o tipo mais comum na infância e apresenta maior ocorrência entre os homens.
Nova alternativa para pacientes
De acordo com a Anvisa, a aprovação do Columvi representa uma nova opção de tratamento para pacientes com poucas alternativas terapêuticas, especialmente aqueles que apresentam recidiva da doença ou resistência aos tratamentos convencionais.
A expectativa é que o novo medicamento contribua para ampliar as possibilidades de controle da doença e melhorar o manejo clínico de pacientes com linfoma não Hodgkin em estágio avançado ou de difícil tratamento.

