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Pais de Benício, criança que morreu após erro médico, cobram punição a profissionais envolvidos

Família protesta no CRM-AM e reforça denúncias sobre falhas no atendimento e uso indevido de adrenalina
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Familiares e amigos de Benício Xavier de Freitas, de 6 anos, realizaram uma manifestação nesta segunda-feira (1º/12) em frente ao Conselho Regional de Medicina do Amazonas (CRM-AM) para exigir responsabilização da médica Juliana Brasil e da técnica de enfermagem Raíza Bentes, envolvidas no atendimento que resultou na morte da criança em 22 de novembro de 2025.
Benício faleceu após receber adrenalina por via intravenosa, procedimento incompatível com o recomendado.

Com camisetas e faixas pedindo justiça, os pais da criança, Joyce Xavier e Bruno Mello, reforçaram ao público e à imprensa que esperam ações firmes das autoridades. Eles afirmam que o erro cometido durante o atendimento não pode ser tratado como um protocolo comum.

Médica alegou “falha do sistema”, afirmam pais

Joyce afirmou que, logo após Benício passar mal, a médica responsável tentou atribuir o ocorrido a problemas estruturais e à atuação da enfermagem. Segundo ela, desde o primeiro momento houve troca de responsabilização entre a médica e a técnica de enfermagem.

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A mãe também relatou que Juliana Brasil demonstrou despreparo durante o atendimento emergencial e que permaneceu tempo excessivo no celular enquanto a equipe de enfermagem prestava os primeiros socorros.

“Ela não tomou iniciativa, não sabia o que fazer. A enfermagem fez mais pelo meu filho do que ela própria. Ela estava no celular o tempo todo. Para nós, parecia pedir ajuda porque não sabia conduzir”

Afirmou Joyce.

Bruno confirmou o relato, acrescentando que o filho não recebeu a assistência adequada para a gravidade do quadro. “Não tivemos o suporte médico que esperávamos naquele momento tão crítico.”

Mensagens revelam pedido de socorro e admissão do erro

Conversas pelo celular, reveladas em 28 de novembro, reforçam a versão dos pais. Os diálogos mostram Juliana pedindo ajuda a um colega durante o atendimento, admitindo falha na prescrição e relatando a piora rápida do estado de Benício.

Às 14h42, um minuto após o início da emergência, a médica escreveu:

“Prescrevi inalação com adrenalina. E acabaram fazendo EV.”

O texto indica que a administração intravenosa divergiu da prescrição inicial.
Um minuto depois, diante do desmaio da criança, ela reconhece:

“Eu errei a prescrição.”

Às 14h44, o desespero aumenta:

“Me ajuda. Eu que errei na prescrição. Me ajudaaaaa. Paciente rebaixou.”

As mensagens mostram uma mudança súbita de postura: da tentativa de dividir a responsabilidade para a admissão de erro na ordem registrada.

A família cobra que os órgãos de fiscalização, inclusive CRM-AM e demais entidades da saúde, adotem medidas rigorosas contra as profissionais, afirmando que não descansarão até que a morte de Benício seja devidamente esclarecida e punida.

Veja prints da conversa: 

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