Um bebê de 1 ano e 7 meses morreu durante uma cirurgia realizada na maternidade municipal de Presidente Figueiredo, no Amazonas. O caso ocorreu em 11 de novembro e é investigado pela Polícia Civil como possível homicídio culposo decorrente de imperícia médica.
Complicações durante o procedimento
A criança havia sido encaminhada para cirurgia após atendimento prévio em unidade de saúde. Durante o procedimento, segundo registros médicos e informações colhidas pela polícia, houve queda abrupta dos sinais vitais logo após a administração da anestesia.
Relatórios internos apontam dois pontos críticos que passaram a ser apurados:
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suspeita de dosagem inadequada de anestesia,
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falha no processo de ventilação durante a intubação.
A equipe de plantão realizou manobras de reanimação, mas o bebê não resistiu.
Estrutura da sala e resposta da equipe
Documentos analisados pelos investigadores também indicam que a sala de cirurgia não apresentava condições completas para atendimento pediátrico de emergência, o que pode ter dificultado a rápida intervenção durante a queda de saturação.
O pediatra da unidade foi chamado para auxiliar na reanimação e registrou dificuldades em obter informações imediatas sobre os medicamentos utilizados no início do procedimento.
Anestesista é exonerado
Após o caso, o anestesiologista responsável pelo procedimento solicitou exoneração do quadro da maternidade. A direção clínica confirmou a saída e afirmou que um novo profissional já foi contratado.
A administração informou ainda que está fornecendo todos os documentos, prontuários e relatórios técnicos às autoridades.
Investigação
O caso está sendo apurado pelo 37º Distrito Integrado de Polícia, que já iniciou a oitiva dos profissionais envolvidos. O inquérito deve analisar:
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prontuário médico,
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lista de medicamentos administrados,
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laudos periciais,
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estrutura da sala cirúrgica,
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conduta de cada profissional presente.
Segundo o delegado responsável, não há, até o momento, indícios que justifiquem pedido de prisão preventiva, mas essa possibilidade não está descartada caso apareçam elementos que apontem tentativa de interferência na investigação.
Próximos passos
O inquérito segue em andamento e deve ser concluído após a análise pericial completa e os depoimentos remanescentes. A Polícia Civil pretende definir se houve falha individual, erro de equipe ou deficiência estrutural que tenha contribuído para a morte da criança.


