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Internacional

Austrália começa a proibir redes sociais para menores de 16 anos

Plataformas são obrigadas a barrar acesso; medida recebe críticas de empresas e apoio de especialistas em infância
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A Austrália tornou-se o primeiro país do mundo a implementar uma proibição nacional de redes sociais para menores de 16 anos. A nova norma, que entrou em vigor nesta quarta-feira (8), determina que plataformas como TikTok, YouTube, Instagram e Facebook bloqueiem o acesso de crianças nessa faixa etária. As empresas que descumprirem a exigência poderão receber multas que ultrapassam A$5,5 milhões (cerca de US$ 3,3 milhões).

O governo afirma que a medida é uma resposta à crescente preocupação com os impactos da mídia social no bem-estar físico e emocional das crianças. A decisão foi fortemente defendida por especialistas em saúde, pesquisadores e educadores, que apontam aumento de ansiedade, distúrbios do sono e exposição a conteúdos nocivos entre jovens cada vez mais novos.

Em uma mensagem de vídeo divulgada pelo governo, o primeiro-ministro Anthony Albanese explicou que as diretrizes serão apresentadas e discutidas nas escolas ao longo da semana. O objetivo é orientar pais e alunos sobre o uso consciente das plataformas e reduzir a pressão causada por filtros, algoritmos e comparações sociais.

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Segundo ele, a intenção é incentivar crianças e adolescentes a ocuparem seu tempo com atividades mais saudáveis.


“Quero que aproveitem ao máximo a chegada do fim do ano letivo. Que saiam de casa, pratiquem esportes, aprendam algo novo. Quero que sintam que têm controle sobre a própria vida, e não que estão sendo manipulados por telas”,

Declarou o premier. “O mais importante é que invistam tempo de qualidade com amigos e com a família.”

Apesar do apoio de muitos especialistas, a decisão também enfrenta críticas de gigantes da tecnologia e de defensores da liberdade digital, que consideram a medida excessiva e questionam sua eficácia prática. Há ainda debate sobre como as plataformas irão verificar a idade real dos usuários.

A proibição australiana surge em um momento em que diversos países estudam adotar medidas semelhantes. Pesquisadores afirmam que, embora haja desafios, o movimento global aponta para uma revisão urgente da relação entre crianças e tecnologia.

Para o professor Tama Leaver, especialista em cultura digital da Curtin University, a Austrália está “na linha de frente de um debate inevitável”.


“Governos do mundo inteiro estão tentando descobrir como proteger crianças dos danos reais causados pela hiperconectividade e pelas redes sociais. A Austrália simplesmente decidiu agir primeiro”

Afirmou.

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