A gripe K tem chamado a atenção das autoridades de saúde devido ao aumento rápido de casos em países da Europa e da Ásia, especialmente no Reino Unido, onde medidas preventivas voltaram a ser reforçadas, como o uso de máscaras em ambientes fechados.
Apesar do nome, a gripe K não é uma nova doença. Ela é causada por um subclado do vírus influenza A (H3N2), que já circula há anos. Essa variação apresenta pequenas mudanças na estrutura do vírus, o que pode ter facilitado a transmissão, mas sem evidências de maior gravidade, segundo dados internacionais.
Na prática, trata-se de uma gripe comum, porém com grande número de pessoas infectadas ao mesmo tempo, o que aumenta a pressão sobre os sistemas de saúde.
Sintomas da gripe K
Os sintomas da gripe K são praticamente os mesmos das gripes sazonais. Entre os principais estão:
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Febre alta
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Tosse seca e persistente
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Dor de cabeça
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Dor no corpo
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Cansaço intenso e indisposição
Não há sintomas exclusivos que permitam diferenciar a gripe K de outras infecções por influenza. Em alguns casos, observa-se febre mais intensa e de início súbito, especialmente em crianças.
De modo geral, a febre e as dores no corpo costumam melhorar entre o terceiro e o sétimo dia, principalmente em adultos jovens e sem doenças crônicas. Já a tosse e o cansaço podem persistir por mais tempo, sem necessariamente indicar agravamento do quadro.
Procure atendimento médico em casos de falta de ar, dificuldade para respirar, tosse com secreção intensa, confusão mental ou sonolência excessiva.
Crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas
Em crianças, além dos sintomas respiratórios, a gripe K pode provocar náuseas, vômitos e diarreia, que geralmente evoluem junto com a melhora do quadro.
Nos idosos, a infecção pode se manifestar de forma diferente. A febre pode não aparecer, e sinais como fraqueza, tontura, mal-estar e confusão mental podem ser mais frequentes, exigindo maior atenção.
Já em pessoas com doenças crônicas, como diabetes, asma, enfisema ou insuficiência cardíaca, a gripe pode descompensar condições previamente controladas, mesmo quando os sintomas respiratórios são leves.
Como se proteger da gripe K
A vacinação contra a gripe continua sendo a principal forma de prevenção, ajudando a reduzir o risco de casos graves e complicações.
Outras medidas importantes incluem:
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Higienizar as mãos com frequência
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Manter ambientes ventilados
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Evitar contato próximo com pessoas gripadas
Em períodos de maior circulação do vírus, o uso de máscara em locais fechados e com grande circulação de pessoas também pode ajudar a diminuir a transmissão.


