A Polícia Civil prendeu dois homens, de 24 e 25 anos, suspeitos de participação em um estupro coletivo contra uma criança indígena de três anos na comunidade Fortaleza, zona rural de Beruri. O crime ocorreu na madrugada de 25 de dezembro, durante as comemorações de Natal. Um terceiro envolvido continua foragido.
O caso
De acordo com a investigação, a mãe da vítima havia deixado as filhas dormindo em casa, com as luzes acesas, enquanto participava de uma confraternização em uma residência vizinha. Ao retornar, percebeu que o quarto estava às escuras e encontrou um homem dentro da casa, enquanto outros dois aguardavam do lado de fora.
Ao ser surpreendido, o grupo fugiu. A criança foi localizada chorando e com sinais evidentes de violência sexual.
Atendimento e exames
A mãe levou a filha até a sede do município na manhã seguinte, devido à distância da comunidade. Exames de corpo de delito realizados em Beruri confirmaram o estupro de vulnerável.
Ação policial
Segundo o delegado Jailton Santos, equipes da Polícia Civil, da Polícia Militar e da Guarda Municipal foram mobilizadas. Com apoio da prefeitura, uma operação de lancha foi realizada até a comunidade, resultando na prisão dos dois suspeitos.
“A vítima passou por exames que confirmaram o abuso. De imediato, iniciamos as diligências e conseguimos localizar dois dos autores”, afirmou o delegado.
Situação judicial
Os detidos foram autuados em flagrante por estupro de vulnerável agravado, já que se trata de crime coletivo. Eles aguardam audiência de custódia e permanecem à disposição da Justiça. O terceiro acusado segue sendo procurado.
Contexto mais amplo
Casos de violência sexual contra crianças, especialmente em áreas rurais e comunidades indígenas, revelam a vulnerabilidade social e a dificuldade de acesso rápido a serviços de proteção. A distância geográfica, a falta de infraestrutura e a demora no atendimento médico e policial tornam a resposta mais complexa e aumentam os riscos para as vítimas.
Organizações de defesa dos direitos da infância reforçam que a denúncia imediata e a atenção aos sinais de abuso são fundamentais para interromper ciclos de violência e garantir proteção às crianças.


