Manaus (AM) — Um grupo de visitantes viveu momentos de tensão na noite de domingo (17) após uma ação criminosa dentro do Museu da Amazônia (Musa), localizado na zona norte da capital amazonense. Três homens armados invadiram o espaço por volta das 18h30, horário de grande fluxo turístico, e renderam os presentes em uma das trilhas do Jardim Botânico.
Segundo informações preliminares, os criminosos se aproximaram de um casal nas proximidades da torre de observação, um dos pontos mais visitados do museu, e anunciaram o assalto. Em seguida, com o apoio de um terceiro comparsa, o grupo obrigou os demais visitantes a se deslocarem até uma área isolada, onde foram amarrados e mantidos sob ameaça.
Funcionários do Musa relataram que os suspeitos conheciam a estrutura do local e agiram com rapidez, evitando câmeras de segurança e pontos de vigilância. “Foi tudo muito rápido. Eles sabiam exatamente onde ir e como se esconder”, disse um servidor que preferiu não se identificar.
Além de celulares, carteiras e mochilas, os criminosos levaram equipamentos fotográficos e objetos de valor dos turistas. Após a fuga, as vítimas conseguiram se libertar e acionaram a Polícia Militar, que realizou buscas na área, mas até o momento ninguém foi preso.
O Instituto responsável pela gestão do Musa lamentou o ocorrido e informou que está colaborando com as investigações. Em nota oficial, a direção afirmou que medidas de reforço na segurança já estão sendo adotadas, incluindo a instalação de novas câmeras e aumento no número de vigilantes.
A Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) acompanha o caso e investiga se há relação entre este crime e outros assaltos recentes em áreas de turismo ecológico na capital.
O episódio reacende o debate sobre a vulnerabilidade de espaços públicos voltados à educação ambiental e turismo científico, especialmente em regiões de floresta urbana. Especialistas alertam para a necessidade de políticas públicas que garantam a segurança de visitantes e trabalhadores em locais de preservação.


