Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) publicou, na quinta-feira (15/01), a sentença condenatória dos réus Anderson Silva do Nascimento e Geymison Marques de Oliveira, julgados no primeiro processo relacionado ao Massacre do Compaj, ocorrido em 1.º de janeiro de 2017, em Manaus, que deixou 56 pessoas mortas.
O julgamento foi realizado entre os dias 9 e 13 de dezembro de 2025, no âmbito da 2ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus, e marcou o início de uma série de 22 processos que apuram responsabilidades pela rebelião no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj).
Ao final do júri popular, Anderson Silva do Nascimento foi condenado a 109 anos e 10 meses de prisão, enquanto Geymison Marques de Oliveira recebeu pena de 111 anos e nove meses de reclusão.
O processo de número 0211356-90.2018.8.04.0001 foi presidido por um colegiado formado por três magistrados, com atuação de três promotores de Justiça, designados pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MPEAM).
Durante o julgamento, Anderson Silva do Nascimento compareceu presencialmente ao Fórum de Justiça Ministro Henoch Reis, por já estar custodiado no sistema prisional da capital. Já Geymison Marques de Oliveira participou por videoconferência, uma vez que respondia ao processo em liberdade. Com a condenação, a Justiça expediu mandado de prisão contra ele.
Os réus foram condenados pelos crimes de homicídio qualificado (56 vezes) por motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa das vítimas, além de tentativa de homicídio, vilipêndio de cadáver (45 vezes), relacionado a atos de esquartejamento e decapitação, tortura, praticada antes das mortes, e organização criminosa, em razão da afiliação e atuação estruturada em facção criminosa.
Este julgamento inaugura a análise judicial dos crimes relacionados ao Massacre do Compaj. Os 21 processos restantes devem ser pautados pela 2ª Vara do Tribunal do Júri ao longo do ano de 2026.


