Mais de 200 pessoas morreram e outras 747 ficaram feridas após ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, realizados neste sábado (28), segundo informações divulgadas pela emissora estatal iraniana Press TV, com base em dados do Crescente Vermelho Iraniano.
O balanço mais recente aponta 201 mortos em 24 províncias do país, conforme noticiado pelo veículo oficial.
Entre as vítimas estão 85 pessoas que morreram após um ataque a uma escola feminina no sul do Irã, informou a agência estatal IRNA. A informação foi atribuída ao promotor da cidade de Minab, onde a unidade de ensino estava localizada.
Escalada do conflito
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que o país iniciou “grandes operações de combate” contra o Irã. Em vídeo publicado na rede social Truth Social, o republicano afirmou que a ofensiva tem como objetivo “aniquilar as forças armadas iranianas e destruir seu programa nuclear”.
Segundo Trump, o governo iraniano teria rejeitado “todas as oportunidades” para abandonar suas ambições nucleares. Israel também confirmou participação nos ataques.
Diferentemente da ofensiva realizada em junho de 2025, os novos ataques começaram à luz do dia, na madrugada de sábado, primeiro dia útil da semana no Irã, enquanto milhões de pessoas se deslocavam para o trabalho e para escolas.
Fontes ouvidas pela imprensa internacional indicam que, ao contrário da ação anterior, que durou poucas horas, a nova ofensiva pode se estender por vários dias.
Retaliação iraniana
Em resposta, o regime iraniano lançou uma onda de ataques considerada sem precedentes em diferentes pontos do Oriente Médio. Explosões foram registradas em países que abrigam bases militares norte-americanas, entre eles:
-
Emirados Árabes Unidos
-
Catar
-
Bahrein
-
Kuwait
-
Jordânia
-
Iraque
Até o momento, não há confirmação oficial sobre vítimas nesses territórios.
A comunidade internacional acompanha a escalada com preocupação diante do risco de ampliação do conflito em toda a região.


