A investigação sobre o estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em Copacabana, ocorrido no fim de janeiro, ganhou novos desdobramentos com a manifestação de outras vítimas. Encorajadas pela repercussão do caso e pela prisão dos suspeitos, pelo menos duas jovens procuraram as autoridades para relatar abusos semelhantes atribuídos ao mesmo grupo.
Uma das denunciantes revelou ter sido violentada há três anos, quando tinha apenas 14 anos de idade. Segundo a família, o trauma foi mantido em segredo até que ela reconheceu os rostos de Bruno Felipe dos Santos Allegretti e Vitor Hugo Oliveira Simonin nos noticiários. A jovem afirmou ter identificado pelo menos dois dos quatro homens denunciados como seus agressores, em um episódio que guarda semelhanças com o crime recente, evidenciando um padrão de impunidade.
Outro relato contundente veio de uma ex-colega de escola de Vitor Hugo Simonin. Ela descreveu uma tentativa de abuso durante uma festa em 2025, quando o agressor teria tentado forçá-la a praticar atos sexuais contra sua vontade. A jovem conseguiu escapar graças à intervenção de um segurança. Em depoimento, afirmou que só compreendeu a gravidade do que sofreu, classificando-o como estupro, após a ampla repercussão do caso atual.
A investigação principal aponta para uma violência brutal sofrida pela adolescente de 17 anos em um apartamento. Relatos de familiares e exames periciais indicaram hematomas severos da axila até a coxa da vítima. Segundo o depoimento, o que deveria ser um encontro consensual tornou-se um pesadelo quando outros comparsas invadiram o quarto. Mesmo após implorar para que parassem, a jovem foi agredida com chutes e violentada pelo grupo.
Atualmente, todos os envolvidos, dois jovens de 18 anos, dois de 19 e um adolescente, estão sob custódia. A Polícia Civil e o Ministério Público trabalham para anexar os novos relatos ao inquérito principal, o que pode agravar significativamente as penas dos acusados. As autoridades reforçam a importância de que outras possíveis vítimas utilizem canais como o Disque 180 para denunciar abusos, garantindo sigilo e apoio durante as investigações.


