O apresentador Ratinho, de 70 anos, voltou a se pronunciar sobre a polêmica envolvendo a deputada federal Erika Hilton durante seu programa exibido ao vivo na última segunda-feira (16), no SBT.
A controvérsia teve início após declarações feitas no dia 11, quando o comunicador questionou a eleição da parlamentar para a presidência da Comissão da Mulher na Câmara dos Deputados, afirmando que ela “não é mulher”. A fala gerou forte repercussão nas redes sociais e levantou acusações de transfobia, além de resultar em um processo movido pela deputada.
Durante o programa, Ratinho comentou a reação do público e destacou o apoio que afirma ter recebido.
“Fui envolvido em um verdadeiro furacão depois de dar uma opinião aqui no programa”, disse.
Ele também ressaltou que muitas mensagens foram favoráveis à sua posição.
O apresentador reforçou seu estilo direto de comunicação e criticou o que chamou de pressão social atual:
“Quem fala a verdade pode ser vítima de patrulhamento e lacração”, declarou
Acrescentando que não pretende mudar sua postura:
“Eu não vou mudar meu jeito de ser para agradar quem quer que seja.”
Antes disso, na sexta-feira (13), ele já havia se manifestado nas redes sociais, afirmando que “crítica política não é preconceito” e defendendo o direito de questionar figuras públicas.
Entenda o caso
A polêmica começou no dia 11, durante o “Programa do Ratinho”, quando o apresentador comentou a escolha de Erika Hilton para presidir a Comissão da Mulher na Câmara dos Deputados.
Na ocasião, ele afirmou que a deputada não deveria ocupar o cargo por ser uma mulher trans, associando a identidade feminina a características biológicas. A fala foi amplamente repercutida e gerou críticas nas redes sociais, sendo apontada como potencialmente discriminatória por especialistas e entidades.
Em resposta, Erika Hilton anunciou que entrou com uma ação judicial contra o apresentador e classificou as declarações como um ataque não apenas pessoal, mas também à comunidade trans.
O caso foi encaminhado ao Ministério Público, por meio do Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância, que deve analisar se houve prática de crime.
De acordo com especialistas em Direito, esse tipo de manifestação pode ser enquadrado como injúria transfóbica, dependendo da interpretação judicial, com penas que podem chegar a até cinco anos de prisão.
O caso segue em análise pelas autoridades competentes.


