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Manaus inicia substituição de escolas de madeira na zona rural e projeta fim total até novembro

Infraestrutura moderna, climatização e internet garantem mais equidade e qualidade para estudantes de áreas remotas
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Manaus/AM – A rede municipal de ensino de Manaus deu um passo histórico na eliminação das escolas de madeira na zona rural da capital. Até novembro, todas as unidades do tipo serão substituídas por escolas de alvenaria, climatizadas e conectadas à internet, beneficiando diretamente alunos e professores de regiões de difícil acesso.

A execução do plano começou com o envio de 380 toneladas de materiais de construção por via fluvial, destinadas à substituição imediata de três escolas, localizadas em comunidades como Paraná da Eva, Caramuri e Baixo Rio Preto da Eva. A ação integra o plano da Secretaria Municipal de Educação (Semed), que vem reduzindo um passivo histórico da rede: de 35 escolas de madeira em 2021, restavam nove unidades, das quais três começam a ser reconstruídas agora, e as seis restantes serão substituídas até novembro.

“Estamos iniciando a transformação da infraestrutura da educação rural, garantindo ambientes adequados, climatizados e conectados, essenciais para o aprendizado e permanência dos alunos”

Destacou o secretário municipal de Educação, Júnior Mar.

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Transporte escolar fluvial reforçado

A modernização da rede inclui também a reestruturação do transporte escolar fluvial, crucial para garantir acesso seguro às unidades. Das 52 lanchas da rede, 36 estavam inoperantes; a prefeitura adquiriu motores, reativou integralmente a frota e implantou um novo modelo com monitores embarcados, ampliando o serviço para transporte de professores e alunos.

O transporte por via fluvial permite o acesso eficiente a comunidades isoladas, substituindo um modelo rodoviário mais oneroso e sujeito à sazonalidade dos rios amazônicos, garantindo regularidade e segurança no deslocamento.

Impactos na educação e equidade

A melhoria da infraestrutura escolar tem impacto direto na permanência e desempenho dos alunos. Em 2021, a rede atendia cerca de 8,5 mil estudantes na zona rural; atualmente, esse número já ultrapassa 12 mil, refletindo o aumento da adesão e a redução da necessidade de deslocamento para áreas urbanas.

Além disso, todas as salas de aula passam a contar com climatização e conectividade via internet, elevando o padrão de ensino e proporcionando condições mais justas entre alunos de áreas rurais e urbanas.

“Substituir escolas precárias por unidades adequadas é essencial para garantir equidade educacional e criar condições reais para melhorar o desempenho escolar”

Afirmou Júnior Mar.

Com a execução do cronograma, Manaus se posiciona entre as primeiras capitais da Amazônia a universalizar escolas de alvenaria, climatizadas e conectadas, consolidando políticas públicas voltadas para qualidade e equidade educacional em larga escala.

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