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Saúde

DIU hormonal pode aumentar risco de câncer de mama? Entenda o que dizem os estudos

Pesquisas indicam aumento relativo do risco, mas especialistas reforçam que impacto é pequeno e deve ser analisado junto a outros fatores
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O uso do dispositivo intrauterino hormonal (DIU) tem sido alvo de estudos que investigam uma possível relação com o aumento do risco de câncer de mama. Embora algumas pesquisas apontem uma elevação estatística, especialistas destacam que o impacto absoluto ainda é considerado baixo e precisa ser avaliado dentro do contexto individual de cada paciente.

Um dos estudos mais recentes, realizado na Dinamarca, analisou dados de mais de 150 mil mulheres e identificou um aumento relativo de cerca de 40% no risco de câncer de mama entre usuárias do DIU hormonal. Já outra pesquisa, publicada na revista Obstetrics & Gynecology, apontou um risco aproximadamente 38% maior em mulheres entre 30 e 49 anos que utilizavam o método.

Apesar desses números, especialistas alertam que o aumento é considerado relativo, ou seja, parte de uma base de risco já baixa. Na prática, isso significa que o número de casos adicionais associados ao uso do método é pequeno.

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Método é eficaz e amplamente utilizado

O DIU hormonal é um dos métodos contraceptivos mais eficazes disponíveis atualmente. Ele atua liberando hormônios no útero, o que provoca alterações que dificultam a fecundação. Além disso, possui longa duração, podendo permanecer no organismo por até cinco anos.

No Brasil, o método também é oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), embora ainda seja menos utilizado do que outras formas contraceptivas, como a pílula.

Outros fatores também influenciam o risco

A possível relação entre o DIU hormonal e o câncer de mama está ligada à ação dos hormônios femininos no organismo. No entanto, especialistas reforçam que o desenvolvimento da doença envolve diversos fatores, como:

  • Histórico familiar
  • Idade
  • Estilo de vida
  • Consumo de álcool
  • Obesidade

Isso significa que o uso do DIU não deve ser analisado de forma isolada, mas sim dentro de um conjunto de variáveis que impactam a saúde da mulher.

Benefícios e riscos devem ser avaliados

Além da função contraceptiva, o DIU hormonal também pode trazer benefícios clínicos, como a redução do fluxo menstrual e o alívio de sintomas associados a condições ginecológicas.

Por outro lado, como qualquer método hormonal, ele pode apresentar efeitos colaterais e possíveis riscos. Por isso, a recomendação dos especialistas é que a escolha do método seja feita de forma individualizada, com orientação médica.

A decisão deve levar em conta não apenas os possíveis riscos, mas também os benefícios e as necessidades específicas de cada mulher, garantindo uma escolha segura e informada.

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