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Amazonas tem empregadores incluídos na ‘Lista Suja’ do trabalho escravo

Cadastro atualizado pelo Ministério do Trabalho e Emprego aponta casos em Manaus e no interior do estado
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O Ministério do Trabalho e Emprego atualizou, nesta semana, o cadastro conhecido como “Lista Suja” do trabalho análogo à escravidão, incluindo dois empregadores do Amazonas na nova edição.

A lista é um documento público divulgado duas vezes ao ano (abril e outubro) e reúne nomes de empregadores após a comprovação, em processo administrativo, de exploração de trabalhadores em condições degradantes. Após a inclusão, o nome permanece no cadastro por dois anos.

Casos no Amazonas

Um dos nomes incluídos pela primeira vez é o de Márcio Fernandes Barbosa, no município de Tapauá. Segundo o ministério, ele submeteu três trabalhadores a condições degradantes em uma área rural, em 2024.

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O outro caso é o de Gilcimar Modesto da Silva, que já constava na lista. A ocorrência foi registrada em 2023, em Manaus, onde dois trabalhadores foram resgatados em situação irregular em uma fábrica de móveis na BR-174.

Dados nacionais atualizados

Ao todo, a nova edição incluiu 169 empregadores (102 pessoas físicas e 67 jurídicas), fazendo com que o cadastro alcance 613 nomes em todo o país.

Entre os novos incluídos, aparecem também figuras conhecidas e empresas, como o cantor Amado Batista e a montadora chinesa BYD.

Os casos desta atualização ocorreram entre 2020 e 2025 e resultaram no resgate de 2.247 trabalhadores.

Principais atividades com registros

  • Serviços domésticos (23 casos)
  • Criação de bovinos (18)
  • Cultivo de café (12)
  • Construção civil (10)
  • Atividades agrícolas diversas (6)

O que é a “Lista Suja”?

Criada em 2003, a “Lista Suja” é considerada um dos principais instrumentos de combate ao trabalho escravo no Brasil e já teve sua validade reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal.

Nesta atualização, 225 nomes foram removidos, após cumprirem o período de dois anos no cadastro.

Fiscalização e denúncias

O combate a esse tipo de crime envolve órgãos como Auditoria Fiscal do Trabalho, Polícia Federal, Ministério Público do Trabalho e Defensoria Pública da União.

Desde 1995, mais de 68 mil trabalhadores já foram resgatados dessas condições no país.

Denúncias podem ser feitas de forma anônima e segura por meio do Sistema Ipê, plataforma oficial para registro de casos de trabalho escravo contemporâneo.

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