O dólar voltou a cair nesta terça-feira (14) e fechou cotado a R$ 4,9934, com recuo de 0,07%, marcando a quinta queda consecutiva e o menor valor desde março de 2024. Já o Ibovespa avançou 0,33%, alcançando 198.657 pontos e renovando seu recorde pela 18ª vez em 2026.
Expectativa de acordo entre EUA e Irã movimenta mercados
O principal fator por trás do desempenho positivo foi a possibilidade de retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã.
O presidente Donald Trump afirmou que novas conversas podem acontecer nos próximos dias, aumentando o otimismo dos investidores.
Além disso, representantes do Líbano e de Israel se reuniram em Washington para discutir um possível cessar-fogo, ampliando as expectativas de redução das tensões no Oriente Médio.
Queda do petróleo impacta ações do setor
Com o avanço das negociações, o preço do petróleo registrou forte queda:
- Tipo Brent recuou cerca de 4,35%
- WTI caiu aproximadamente 7,43%
Esse movimento afetou diretamente empresas do setor, como a Petrobras, cujas ações chegaram a cair 4,42%, além da PRIO, que também registrou baixa.
Impactos e preocupações no Brasil
No cenário interno, o mercado segue atento aos possíveis efeitos do conflito sobre os combustíveis, especialmente devido ao risco de bloqueio do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o petróleo global.
Ao mesmo tempo, dados do IBGE mostraram que o setor de serviços brasileiro cresceu pelo segundo mês consecutivo, embora em ritmo moderado.
Indicadores econômicos do dia
Dólar
- Semana: -0,36%
- Mês: -3,58%
- Ano: -9,02%
Ibovespa
- Semana: +0,73%
- Mês: +6,03%
- Ano: +23,37%
Cenário internacional segue no radar
Nos Estados Unidos, os preços ao produtor subiram 0,5% em março, abaixo do esperado, mas ainda pressionados pela alta da energia.
Especialistas apontam que o conflito com o Irã já elevou o petróleo em mais de 35%, o que pode gerar novos impactos inflacionários nos próximos meses.
Mercados globais acompanham otimismo
As bolsas internacionais fecharam em alta:
- Em Wall Street: ganhos nos principais índices
- Na Europa: avanço com destaque para Alemanha e França
- Na Ásia: alta generalizada, com destaque para China e Japão
O cenário global reflete um momento de cauteloso otimismo, impulsionado pela possibilidade de avanços diplomáticos e redução das tensões geopolíticas.


