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Incidente com material radioativo em São Paulo não deixou contaminados, aponta CNEN

Exposição ocorreu durante operação em equipamento usado na produção de radiofármacos; exames descartaram contaminação dos trabalhadores
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A Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) confirmou um incidente envolvendo material radioativo no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), em São Paulo, na última quinta-feira (11). O episódio ocorreu durante a retirada de sensores biológicos de uma autoclave utilizada na produção de radiofármacos.

Segundo a CNEN, foram identificados apenas traços de tecnécio-99m, substância amplamente utilizada na medicina nuclear. Dois trabalhadores que estavam no local passaram por exames de monitoramento, que não apontaram qualquer contaminação interna.

O que é o tecnécio-99m?

O tecnécio-99m é um radioisótopo utilizado em exames de diagnóstico por imagem para auxiliar na identificação de doenças cardíacas, ósseas, renais e de diversos outros órgãos.

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O elemento emite radiação porque possui um núcleo instável e, ao liberar energia, busca atingir uma condição mais estável. Essa característica permite que equipamentos médicos capturem imagens detalhadas do funcionamento do organismo.

Por que ele é usado na medicina?

Uma das principais vantagens do tecnécio-99m é sua curta duração no organismo. Após ser administrado ao paciente, ele permanece ativo apenas pelo tempo necessário para a realização dos exames.

Por isso, o radioisótopo é considerado um dos mais importantes da medicina nuclear moderna, sendo utilizado diariamente em hospitais e clínicas ao redor do mundo.

O que significa meia-vida de seis horas?

O tecnécio-99m possui uma meia-vida de aproximadamente seis horas, ou seja, esse é o tempo necessário para que metade do material radioativo presente se desintegre.

Na prática, isso significa que sua radioatividade diminui rapidamente ao longo do tempo, reduzindo o período de exposição à radiação.

Existe risco para a saúde?

Especialistas explicam que o risco associado à radiação depende de diversos fatores, como a quantidade de material envolvida, o tempo de exposição e a proximidade das pessoas com a fonte radioativa.

Embora a curta meia-vida contribua para reduzir os riscos, a segurança sempre depende da quantidade de material presente e das condições de exposição.

Por que a CNEN considera o risco baixo?

De acordo com a comissão, foram detectadas apenas quantidades muito pequenas de tecnécio-99m durante o incidente.

Além disso, os exames realizados nos trabalhadores demonstraram que o material não foi incorporado ao organismo, descartando contaminação interna.

Para os especialistas, esses fatores indicam que o episódio apresentou baixo potencial de risco à saúde, sem registro de danos aos profissionais envolvidos.

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