O Ministério da Saúde anunciou a incorporação de uma nova terapia para pacientes adultos com leucemia mieloide aguda (LMA) no Sistema Único de Saúde (SUS). A medida amplia o acesso ao tratamento para pessoas que não podem ser submetidas à quimioterapia intensiva.
A nova opção terapêutica combina os medicamentos venetoclax e azacitidina, sendo indicada para pacientes que, por condições clínicas, não são elegíveis ao tratamento convencional mais agressivo.
De acordo com a Portaria nº 3.402/2026, publicada nesta segunda-feira (15), a terapia deverá ser disponibilizada na rede pública em até 180 dias, período necessário para os processos de incorporação tecnológica ao SUS.
A recomendação para inclusão do tratamento foi feita pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) e está prevista no Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde.
O relatório técnico que embasou a decisão permanece disponível para consulta pública no portal da Conitec.
O que é a leucemia mieloide aguda?
A leucemia mieloide aguda (LMA) é um tipo de câncer que se origina na medula óssea, tecido responsável pela produção das células sanguíneas. A doença afeta principalmente a produção de glóbulos brancos, mas também pode comprometer glóbulos vermelhos e plaquetas.
Em decorrência de alterações genéticas, células sanguíneas imaturas passam a se multiplicar de forma descontrolada, prejudicando o funcionamento normal da medula óssea.
A doença tem evolução rápida e exige diagnóstico precoce e início imediato do tratamento, fatores considerados fundamentais para aumentar as chances de controle da enfermidade.
A LMA é a forma mais comum de leucemia aguda em adultos e atinge principalmente pessoas idosas.


