Rede MLC
InternacionalPolítica

Democratas assumem controle do Congresso dos EUA e impõem derrota a Trump

Partido conquista maioria na Câmara e no Senado após eleições de meio de mandato. Presidente americano terá de negociar com a oposição para avançar com sua agenda política
Publicidade

O Partido Democrata conquistou o controle das duas casas do Congresso dos Estados Unidos nas eleições de meio de mandato, realizadas na terça-feira (3). A vitória representa um importante revés político para o presidente Donald Trump, que terá de governar os próximos dois anos com a oposição à frente do Legislativo.

Os resultados divulgados na madrugada desta quarta-feira (4) mostram que os democratas conseguiram ampliar sua presença tanto na Câmara dos Representantes quanto no Senado, inclusive em estados tradicionalmente favoráveis aos republicanos.

Com a mudança, o Partido Republicano perde a maioria que mantinha nas duas casas, alterando o equilíbrio de poder em Washington.

Publicidade

Democratas garantem maioria nas duas casas

No Senado, os democratas conquistaram cadeiras anteriormente ocupadas pelos republicanos e alcançaram 54 dos 100 assentos, ultrapassando os 51 necessários para obter a maioria.

Na Câmara dos Representantes, o partido também superou o número mínimo de 218 cadeiras para assumir o controle.

Até a última atualização dos resultados apresentados, a distribuição era a seguinte:

Casa legislativa Democratas Republicanos Indefinidos
Senado 54 44 2
Câmara 228 139 68

Os números ainda poderão sofrer alterações com a conclusão da apuração nos estados onde as disputas permanecem indefinidas.

Entre as vitórias democratas estão resultados no Texas, na Carolina do Sul e em Ohio, estados onde candidatos apoiados por Trump acabaram derrotados.

Trump admite derrota e sinaliza possibilidade de vetos

Após o avanço democrata, Donald Trump afirmou ao jornal The New York Times que está disposto a reconhecer os resultados e negociar com a oposição.

“Estou absolutamente disposto a aceitar esses resultados”, declarou o presidente.

Apesar do discurso de colaboração, Trump também sinalizou que poderá recorrer ao poder de veto para barrar propostas aprovadas pelo Congresso.

Em uma publicação nas redes sociais, o republicano compartilhou a imagem de um boné vermelho com a palavra “veto”, reforçando uma estratégia que já havia mencionado antes das eleições.

O que muda para o governo americano?

Com os democratas no comando da Câmara e do Senado, o governo Trump enfrentará maior resistência para aprovar projetos de lei, definir prioridades orçamentárias e implementar parte de suas propostas.

A nova composição também amplia a capacidade da oposição de promover investigações parlamentares e fiscalizar decisões do Executivo.

Isso não significa que Trump perderá a Presidência. O republicano continuará no cargo, mas precisará negociar com parlamentares democratas para aprovar medidas que dependam do Congresso.

O presidente ainda poderá vetar projetos aprovados pelo Legislativo. Entretanto, o Congresso pode derrubar um veto presidencial caso reúna os votos necessários nas duas casas.

Entenda as eleições de meio de mandato

Conhecidas como midterms, essas eleições acontecem a cada dois anos e recebem esse nome quando são realizadas na metade do mandato presidencial.

Diferentemente da eleição para presidente, o pleito define a composição do Legislativo federal.

Nos Estados Unidos, todos os 435 integrantes da Câmara dos Representantes são eleitos a cada dois anos, enquanto os senadores cumprem mandatos de seis anos, com renovação parcial da Casa.

Em 2026, além de todas as vagas da Câmara, 35 cadeiras do Senado estiveram em disputa.

O resultado estabelece uma nova configuração política para a segunda metade do mandato de Trump, com os democratas assumindo maior influência sobre as decisões do governo federal.

Leia mais

Eleições nos EUA podem mudar equilíbrio de poder no governo Trump

Brenda Gomes

Flávio Bolsonaro diz que deixou o Brasil por medo de perseguição judicial

Brenda Gomes

Itamaraty cobra explicações da Argentina sobre saída de Flávio Bolsonaro

Brenda Gomes

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Entendemos que você está de acordo com isso, mas você pode cancelar, se desejar. Aceito Leia Mais