Rede MLC
Saúde

Lexa revela que teve uma crise de burnout durante voo

Foto: Reprodução Rede Social
Publicidade

Cantora não lembrava o próprio nome, a senha do celular e nem sabia para onde o avião estava indo

A cantora Lexa publicou recentemente nas redes sociais que enfrentou um episódio de burnout durante um voo. O burnout, classificado como uma doença relacionada ao trabalho, é um distúrbio emocional caracterizado por sintomas como exaustão extrema, estresse e esgotamento físico.

Ela fez o desabafo logo após a jornalista Izabella Camargo relatar ter vivido um episódio semelhante ao vivo na televisão, durante a apresentação da previsão do tempo.

Publicidade

Ao comentar sobre o incidente, Lexa revelou detalhes do momento difícil: “Uma vez eu tive [um burnout] dentro do avião, foi desesperador. Tinha uma senhora do meu lado e eu perguntei para onde estávamos indo… eu não sabia meu nome, peguei meu celular e eu não sabia a senha… foi horrível! Eu só chorava”, compartilhou a cantora. Em seguida fez uma alerta aos seguidores : “Cuidem de vocês! Você é seu maior bem”, finalizou. 

Reprodução: Rede social

O que é síndrome de burnout?
O termo burnout, de origem inglesa, representa algo que deixou de funcionar por exaustão de energia. Pode-se dizer que o termo representa uma síndrome com características associadas que refletem uma resposta aos estressores laborais crônicos.

A síndrome de burnout é um distúrbio psíquico causado pela exaustão extrema, sempre relacionada ao trabalho de um indivíduo. Essa condição também é chamada de “síndrome do esgotamento profissional” e afeta quase todas as facetas da vida de um indivíduo.

Ela é o resultado direto do acúmulo excessivo de estresse, de tensão emocional e de trabalho e é bastante comum em profissionais que trabalham sob pressão constante, como médicos, publicitários e professores.

Toda essa pressão, ansiedade e nervosismo resultam em uma depressão profunda, que precisa de acompanhamento médico constante. A tendência é que a síndrome de burnout se torne cada vez mais comum, e seu diagnóstico é realizado por meio de uma consulta médica com um psicólogo ou um psiquiatra.

É importante entender que a síndrome de burnout é um distúrbio emocional, que envolve primariamente a saúde mental, mas que, a longo prazo, pode trazer até mesmo sintomas físicos ao paciente.

Em quais profissões o burnout é mais comum?

Foto: Reprodução Rede Social

 

O burnout é mais comum em profissões em que altos níveis de estresse, ansiedade e cobrança são esperados. É o caso, por exemplo, de policiais, bombeiros, professores, bancários, publicitários, atendentes de telemarketing, médicos e enfermeiros.

Quais os sintomas da síndrome de burnout?

Os efeitos da síndrome de burnout interferem em todas as esferas da vida do indivíduo, com prejuízos pessoais e profissionais. Os sintomas da síndrome de burnout podem ser físicos, psíquicos, ou emocionais, sendo que a pessoa pode apresentar:
• cansaço mental e físico excessivo;
• dores musculares ou osteomusculares;
• distúrbios respiratórios;
• imunodeficiência;
• transtornos cardiovasculares;
• disfunção sexual;
• alterações menstruais;
• comportamento de alto risco;
• pensamentos suicidas;
• insônia;
• dificuldade de concentração;
• perda de apetite;
• irritabilidade e agressividade;
• lapsos de memória;
• baixa autoestima;
• desânimo e apatia;
• dores de cabeça e no corpo;
• negatividade constante;
• sentimentos de derrota, de fracasso e de • insegurança;
• isolamento social;
• pressão alta;
• tristeza excessiva.

Como é o diagnóstico de síndrome de burnout?

Antes de mais nada, é preciso que o paciente com síndrome de burnout reconheça que precisa de ajuda para superar as dificuldades que enfrenta no momento.

Amigos, familiares e colegas de trabalho fazem um trabalho importante, ajudando o paciente a entender que pode precisar de ajuda para superar suas dificuldades.

Um psicólogo ou psiquiatra consegue realizar o diagnóstico de síndrome de burnout por meio de diálogo, que envolve a análise do histórico e do relato do paciente, sua relação com o trabalho e a realização profissional.

Como é o tratamento da síndrome de burnout?

O tratamento da síndrome de burnout pode ser feito por meio de medicamentos para tratar de seus sintomas.

No geral, o burnout requer que o indivíduo faça terapia e acompanhamentos com um médico de forma constante.

Para além do uso de medicamentos e do acompanhamento médico, é importante que o paciente receba o apoio de sua rede de familiares, amigos e colegas de trabalho, para que sua recuperação seja completa.

É preciso refazer alguns hábitos e atitudes, como forma de evitar que a síndrome de burnout continue a trazer tantos transtornos.

A adoção de atividade física contínua e de hábitos saudáveis como uma alimentação equilibrada, a meditação e exercícios de respiração é altamente recomendada para quem recebe esse diagnóstico.
Seguir o tratamento à risca é essencial para evitar recaídas que envolvam, inclusive, uma piora ainda maior dos sintomas.

Como prevenir a síndrome de burnout?

O melhor tratamento da síndrome de burnout é evitar que ela chegue a acontecer, de fato. Por isso, a prevenção do burnout deve ser levada a sério.

Algumas recomendações:
• faça momentos de pausa no seu dia a dia e lembre-se de reservar espaço para o lazer e o descanso;

• tente incluir atividades físicas no dia a dia, como forma de manter o equilíbrio mental;

• evite o consumo de álcool, drogas e estimulantes para aliviar os sintomas de burnout ou para aguentar as pressões do dia a dia;

• ouça os conselhos de seus colegas e familiares. Muitas vezes, pessoas com síndrome de burnout sequer percebem que estão indo além da conta;

• procure ajuda profissional mesmo se achar que seus sintomas não são tão graves. O médico poderá orientá-lo para que o quadro não evolua até um cenário de burnout de fato, em que será preciso ainda mais cuidado e tratamento para recuperação.

Publicidade

Leia mais

SUS inicia tratamento inédito contra malária infantil na Amazônia

Brenda Gomes

Projeto amplia acesso à imunoterapia para pacientes com câncer no SUS

Brenda Gomes

Idade em que a criança ganha primeiro smartphone pode elevar riscos à saúde, aponta estudo

Brenda Gomes

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Entendemos que você está de acordo com isso, mas você pode cancelar, se desejar. Aceito Leia Mais