A Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) terá um prazo de até 30 dias para realizar uma eleição indireta e escolher o novo governador do estado. Durante esse período, o comando do Executivo estadual será assumido de forma interina pelo deputado estadual Roberto Cidade.
A medida segue o que determina o artigo 52 da Constituição do Estado do Amazonas, que prevê esse tipo de eleição em casos de vacância simultânea dos cargos de governador e vice-governador nos dois últimos anos de mandato. A votação será feita pelos deputados estaduais, e não pela população.
De acordo com as regras vigentes, todos os deputados da Aleam poderão participar da escolha, desde que atendam aos critérios constitucionais. O processo será conduzido internamente e o candidato eleito assumirá o cargo de forma definitiva até o fim do mandato.
Com a saída dos atuais ocupantes dos cargos do Executivo, o presidente da Aleam, Roberto Cidade, passa a responder pelo governo de forma temporária. Nesse período, ele terá a responsabilidade de garantir a estabilidade administrativa do estado até que o novo governador seja definido.
O dispositivo constitucional também estabelece que, após a eleição indireta, o governador eleito deverá cumprir o restante do mandato, sem a necessidade de novas eleições diretas.
Cenário político ganha força para 2026
Nos bastidores da política amazonense, a movimentação já é vista como um marco importante para as articulações visando as eleições de 2026. A definição do novo governador pode influenciar diretamente o cenário político do estado nos próximos anos.
Entre os nomes que ganham destaque está o do senador Omar Aziz, apontado como um possível candidato ao Governo do Amazonas em 2026. Outro nome citado é o do atual vice-governador Tadeu de Souza, que também surge como opção para futuras disputas eleitorais.
A eleição indireta, além de definir o novo chefe do Executivo, deve servir como termômetro político, revelando alianças, forças partidárias e possíveis caminhos para o futuro político do Amazonas.


