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Saúde

Amazonas registra mais de 3 mil casos de esporotricose em humanos e animais até junho

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Doença fúngica atinge principalmente os gatos e pode ser transmitida aos humanos. Especialistas alertam para cuidados, prevenção e combate ao preconceito.

De janeiro a 24 de junho de 2025, o Amazonas confirmou 815 casos de esporotricose humana e 2.331 em animais, segundo dados da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas,  Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), vinculada à Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM). O boletim é atualizado mensalmente, sempre na última terça-feira, e está disponível no site oficial da instituição (www.fvs.am.gov.br).

A esporotricose é uma zoonose, ou seja, uma doença que pode ser transmitida dos animais para os seres humanos e vice-versa. É causada por um fungo do gênero Sporothrix, que vive naturalmente no solo, em vegetações e madeira em decomposição. Nos gatos, os principais transmissores, a doença costuma se manifestar por meio de feridas que não cicatrizam, principalmente na cabeça, patas e cauda.

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Situação em humanos

Desde o início do ano, foram notificados 1.044 casos em humanos, sendo 815 confirmados e 141 ainda em investigação. Até o momento, não há registro de óbitos. A capital, Manaus, concentra a maior parte dos casos: 760. Também houve registros em Presidente Figueiredo (24), Barcelos (11), Manacapuru (5), Itacoatiara (4), Maués (4), entre outros.

Casos em animais

Dos 2.486 casos notificados em animais, 2.331 foram confirmados, sendo a maioria absoluta em gatos (97,2%), seguidos por cães (2,8%). Animais machos representam 66,2% das infecções. Atualmente, 1.270 animais estão em tratamento e já foram registradas 1.037 mortes ou eutanásias relacionadas à doença.

Alerta veterinário

A médica veterinária Juliette Melville (CRMV 01234), reforça a importância da informação e da empatia no enfrentamento da doença:

“A esporotricose é uma zoonose de alto impacto, principalmente em áreas urbanas com grande circulação de gatos. O contágio entre animais e humanos pode ocorrer de forma silenciosa, por meio de arranhões, mordidas ou contato com secreções,”

“Ao perceber qualquer sinal suspeito no seu pet, como feridas que não cicatrizam, é fundamental procurar um médico veterinário o quanto antes. O diagnóstico precoce salva vidas.”

Durante o tratamento, a orientação é que o animal fique isolado de outros animais, e os tutores realizem o manuseio com o uso de luvas, evitando contato com secreções e higienizando bem mãos, superfícies e o ambiente com desinfetantes adequados.

“E lembre-se: a culpa NUNCA é do gato. Ele é a vítima da doença, e merece acolhimento e tratamento adequado. A informação é a melhor forma de combater o preconceito e proteger tanto os animais quanto as pessoas.”

Acrescenta a veterinária.

Como prevenir

A principal forma de prevenção é evitar que cães e gatos tenham acesso livre às ruas. A exposição ao ambiente externo aumenta significativamente o risco de contato com o fungo. Em humanos, o contágio também pode ocorrer por meio de ferimentos com espinhos ou materiais vegetais contaminados.

Caso haja suspeita da doença, em pessoas ou animais, é essencial buscar atendimento médico ou veterinário imediatamente.

Com diagnóstico precoce, tratamento adequado e cuidados com a higiene, a esporotricose pode ser controlada e curada.

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