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Saúde

Aprender um novo idioma pode retardar o envelhecimento do cérebro, aponta estudo

Pesquisa com mais de 86 mil participantes revela que o multilinguismo ajuda a proteger o cérebro e a reduzir sinais de envelhecimento biológico
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Em um mundo cada vez mais obcecado por dietas e tratamentos antienvelhecimento, cientistas podem ter encontrado uma alternativa natural para manter o cérebro jovem por mais tempo: aprender um novo idioma.

Um estudo publicado na revista Nature Aging revelou que pessoas que falam mais de um idioma têm menor probabilidade de apresentar sinais de envelhecimento biológico, especialmente no cérebro. A pesquisa analisou dados de 86 mil adultos entre 51 e 90 anos e mostrou que o multilinguismo está associado a uma saúde cerebral mais preservada.

“Queríamos entender uma das lacunas mais persistentes nas pesquisas sobre longevidade: o multilinguismo pode realmente retardar o envelhecimento?”

Explicou Agustín Ibáñez, neurocientista da Universidade Adolfo Ibáñez, no Chile, e um dos autores do estudo.

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Falar mais de um idioma protege o cérebro

Os cientistas utilizaram métodos de neuroimagem e análises avançadas para medir a chamada “idade biológica do cérebro”. Eles observaram que os participantes bilíngues apresentavam menor declínio cognitivo e processos cerebrais mais lentos de envelhecimento do que aqueles que falavam apenas uma língua.

Além disso, pessoas que aprenderam um segundo idioma ainda na juventude tiveram resultados ainda mais expressivos. Segundo os pesquisadores, o aprendizado de outra língua estimula diferentes áreas cerebrais, reforça conexões neuronais e melhora funções como memória, atenção e raciocínio.

Mais do que comunicação

Os especialistas destacam que falar outro idioma não traz apenas benefícios sociais ou culturais, mas também impactos positivos na saúde mental e na longevidade. “Mesmo quando se aprende uma nova língua na fase adulta, há efeitos mensuráveis sobre o envelhecimento cerebral”, afirmou Ibáñez.

A pesquisa reforça a importância de manter o cérebro ativo ao longo da vida. Ler, estudar, praticar novas habilidades e se expor a desafios cognitivos, como aprender idiomas, são atitudes simples que podem atrasar o envelhecimento natural do cérebro e melhorar a qualidade de vida.

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