Rede MLC
Política

CPMI do INSS rejeita relatório final após votação apertada no Congresso

Texto que previa indiciamento de mais de 200 pessoas foi derrubado por 19 votos a 12 após sessão de mais de 15 horas
Publicidade

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS rejeitou, na madrugada deste sábado (28), o relatório final apresentado pelo deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL). A votação terminou em 19 votos contrários e 12 favoráveis.

A rejeição do texto contou com apoio de parlamentares da base governista e do Centrão, enquanto os votos favoráveis partiram de integrantes da oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O relatório previa o indiciamento de mais de 200 pessoas, incluindo parlamentares, ex-ministros, dirigentes de estatais e entidades associativas, além do empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”.

Publicidade

Votação

Votaram a favor do relatório (12 votos):

  • Magno Malta (PL-ES)
  • Marcio Bittar (PL-AC)
  • Izalci Lucas (PL-DF)
  • Eduardo Girão (Novo-CE)
  • Rogério Marinho (PL-RN)
  • Damares Alves (Republicanos-DF)
  • Coronel Fernanda (PL-MT)
  • Coronel Chrisóstomo (PL-RO)
  • Marcel Van Hattem (Novo-RS)
  • Alfredo Gaspar (União-AL)
  • Bia Kicis (PL-DF)
  • Adriana Ventura (Novo-SP)

Votaram contra o relatório (19 votos):

  • Soraya Thronicke (Podemos-MS)
  • Randolfe Rodrigues (Rede-AP)
  • Jaques Wagner (PT-BA)
  • Eliziane Gama (PSD-MA)
  • Humberto Costa (PT-PE)
  • Jussara Lima (PSD-PI)
  • Rogério Carvalho (PT-SE)
  • Augusta Brito (PT-CE)
  • Teresa Leitão (PT-PE)
  • Meire Serafim (União Brasil-AC)
  • Átila Lira (PP-PI)
  • Orlando Silva (PCdoB-SP)
  • Rogério Correia (PT-MG)
  • Ricardo Ayres (Republicanos-TO)
  • Alencar Santana (PT-SP)
  • Paulo Pimenta (PT-RS)
  • Lindbergh Farias (PT-RJ)
  • Neto Carletto (Avante-BA)
  • Dorinaldo Malafaia (PDT-AP)

Sessão longa e sem acordo

A sessão teve duração de 15 horas e 30 minutos, começando às 9h44 de sexta-feira (27) e sendo encerrada às 01h14 de sábado (28).

O início foi marcado por troca de ofensas entre o relator Alfredo Gaspar e o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ).

Com a rejeição do relatório, a CPMI foi encerrada sem a aprovação de um documento final, mesmo após cerca de sete meses de investigação.

O presidente da comissão, Carlos Viana (Podemos-MG), optou por não colocar em votação um relatório alternativo elaborado por governistas, que previa, entre outros pontos, o indiciamento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Apesar disso, uma cópia do relatório de Gaspar será encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF), à Procuradoria-Geral da República (PGR) e a outros órgãos de controle.

Entenda a investigação

A CPMI foi criada para apurar descontos irregulares em benefícios do INSS, feitos sem autorização de aposentados e pensionistas, principalmente por entidades associativas.

As investigações apontaram falhas na fiscalização e fragilidades no sistema de autorização, além de indícios de um esquema bilionário de cobranças indevidas.

Durante os trabalhos, foram autorizadas quebras de sigilo bancário, fiscal e telemático, resultando na coleta de milhares de páginas de documentos.

Nas semanas finais, houve impasse sobre a prorrogação da comissão. O caso chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF), que decidiu barrar a extensão do prazo, levando ao encerramento da CPMI sem relatório aprovado.

Publicidade

Leia mais

Prazo para impugnar chapas ao governo tampão do Amazonas termina nesta quarta (22)

Brenda Gomes

Aleam divulga chapas inscritas para eleição indireta ao Governo do Amazonas

Brenda Gomes

STJ elege nova presidência para 2026-2028 com votação unânime

Brenda Gomes

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Entendemos que você está de acordo com isso, mas você pode cancelar, se desejar. Aceito Leia Mais