Ter acesso à informação pode fazer diferença na forma como as mulheres cuidam da saúde das mamas. Uma pesquisa divulgada nesta sexta-feira (2) revelou que 29% das brasileiras afirmam não conhecer formas de prevenção do câncer de mama, cenário que também apresenta diferenças conforme renda e acesso aos serviços de saúde. Texto colado
O levantamento, realizado pelo A.C.Camargo Cancer Center em parceria com a Nexus, ouviu 1.038 mulheres. Em comparação com 2024, o desconhecimento aumentou quatro pontos percentuais, passando de 25% para 29%. Já o grupo que afirma conhecer as medidas preventivas permaneceu praticamente estável, em 58%. Texto colado
Desigualdade aparece nos resultados
A renda foi um dos fatores que mais evidenciaram diferenças entre as participantes. Entre mulheres que recebem até um salário mínimo, 51% relataram já ter realizado o autoexame. Na faixa de renda superior a cinco salários mínimos, o índice chegou a 88%. Texto colado
A diferença também aparece quando o levantamento considera a rede de atendimento utilizada. 56% das usuárias do SUS disseram conhecer as formas de prevenção, enquanto entre mulheres atendidas pela rede privada o percentual alcançou 69%. Texto colado
Conhecimento acompanha maior procura por cuidados
Os dados também mostram uma relação entre informação e adoção de cuidados. Entre as participantes que afirmam conhecer as formas de prevenção, 80% já fizeram autoexame e 65% mamografia.
Entre aquelas que disseram não conhecer essas medidas, os percentuais caem para 30% e 35%, respectivamente. Além disso, mais da metade desse grupo, 55%, nunca havia realizado nenhum dos dois procedimentos. Texto colado
Prevenção vai além dos exames
Prevenir o câncer de mama e descobrir a doença precocemente são estratégias diferentes. Hábitos como praticar atividade física, manter o peso adequado, evitar bebidas alcoólicas e não fumar estão relacionados à redução de fatores de risco. Texto colado
Já a identificação precoce envolve atenção a alterações nas mamas e acompanhamento adequado. Nódulos persistentes, mudanças na pele ou no mamilo, secreções espontâneas e alterações nas axilas estão entre os sinais que precisam ser investigados. Texto colado
Quando uma alteração é percebida, a orientação é buscar avaliação profissional para definir quais exames são necessários.

