O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, comunicou à Polícia Federal (PF) que informações relacionadas a integrantes da Corte no caso Banco Master devem ser devidamente apuradas, sem exceção de pessoas ou fatos.
A manifestação ocorreu após a divulgação de que a PF aguardava uma orientação sobre como proceder diante de menções a ministros do Supremo encontradas no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master. Segundo reportagem do Metrópoles, aparecem no material referências a Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Luiz Fux, Kassio Nunes Marques e André Mendonça. A existência de menções, por si só, não significa envolvimento em irregularidades.
Fachin diz estar à disposição da PF
Em ofício encaminhado ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, Fachin afirmou haver interesse institucional para que qualquer fato relevante seja investigado.
O presidente do Supremo também se colocou à disposição para colaborar com o esclarecimento do caso e reiterou uma audiência com o diretor-geral da PF prevista para meados de outubro.
Segundo o documento, caso a Polícia Federal possua dados, documentos ou indícios envolvendo integrantes do STF, o material deverá ser encaminhado integralmente à Presidência da Corte.
Caso Banco Master já chegou ao plenário do STF
As investigações envolvendo o Banco Master já provocaram discussões dentro do Supremo. Em setembro, o plenário analisou uma questão relacionada à tramitação de processos do caso e à forma de tratamento de eventuais indícios envolvendo magistrados. O julgamento foi interrompido após pedido de vista do ministro Flávio Dino.
Fachin defendeu que as apurações respeitem as normas constitucionais e processuais, preservando tanto a autonomia das instituições responsáveis pela investigação quanto as competências atribuídas ao STF.
A manifestação não representa uma conclusão sobre eventual responsabilidade dos ministros mencionados. As informações permanecem no âmbito das apurações relacionadas ao caso.

