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Irã acusa EUA e Israel de genocídio após ataque a escola que matou mais de 170

Chanceler iraniano pede condenação da ONU; organização cobra investigação e divulgação dos resultados
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O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, acusou nesta sexta-feira (27) os Estados Unidos e Israel de cometer genocídio durante o conflito e pediu que a Organização das Nações Unidas (ONU) condene o ataque a uma escola na cidade de Minab, que deixou cerca de 175 mortos, entre alunos e professores.

A declaração foi feita durante sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU, realizada em Genebra.

Ataque à escola amplia tensão internacional

O bombardeio atingiu a escola Shajareh Tayyebeh, localizada no sul do Irã, no início da guerra.

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Segundo Araqchi, o episódio foi um “ataque brutal” e “intencional”, configurando crime de guerra e contra a humanidade. O chanceler afirmou ainda que o caso faz parte de um padrão que indica “intenção clara de genocídio”.

Por outro lado, análises da mídia norte-americana indicam que o ataque pode ter ocorrido por erro militar dos Estados Unidos, hipótese também apontada de forma preliminar em investigações.

Irã reforça denúncias contra os ataques

Durante o discurso, Araqchi apresentou uma série de acusações:

Mais de 600 escolas teriam sido destruídas ou danificadas
Mais de 1.000 alunos e professores mortos ou feridos
Ataques a infraestruturas civis e vitais ao país

O chanceler também afirmou que o Irã não iniciou o conflito e que continuará se defendendo “pelo tempo que for necessário”.

ONU cobra investigação e transparência

O alto comissário de Direitos Humanos da ONU, Volker Türk, pediu que os Estados Unidos concluam rapidamente a investigação sobre o ataque e tornem os resultados públicos.

Segundo ele, “deve haver justiça pelo terrível dano causado”.

Posição dos Estados Unidos

Os Estados Unidos não apresentaram representante na sessão para responder às acusações. Oficialmente, o governo norte-americano nega ter como alvo civis e atribui ao Irã a responsabilidade pelo ataque.

Mesmo assim, o caso aumentou a pressão internacional por esclarecimentos sobre o episódio.

Brasil condena ataque

O representante brasileiro no Conselho, André Simas Magalhães, afirmou que o país condena fortemente o ocorrido.

Segundo ele, o ataque representa grave violação dos direitos humanos e do direito internacional humanitário, além de indicar uma repetição preocupante de violações em conflitos recentes.

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