Com a intensificação do período chuvoso no Amazonas, autoridades de saúde acendem o alerta para o aumento na circulação de vírus respiratórios, cenário que tem impactado principalmente crianças pequenas e idosos. A Fundação de Vigilância em Saúde – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) reforça a importância da prevenção, com destaque para a vacinação.
De acordo com a diretora-presidente do órgão, Tatyana Amorim, os atendimentos recentes têm registrado maior concentração de casos em crianças com menos de 4 anos e na população idosa.
“Os sintomas mais comuns incluem febre, tosse e desconforto respiratório, podendo haver também diarreia em crianças. A busca por atendimento médico deve ser imediata em casos persistentes”, explicou.
A orientação das autoridades é clara: manter a vacinação atualizada e reforçar hábitos de higiene, como a lavagem frequente das mãos, são medidas essenciais para reduzir o risco de contágio.
O diretor de Vigilância Epidemiológica, Alexsandro Melo, destacou que o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza importantes formas de proteção. Entre elas estão a vacina contra a Influenza, a imunização contra a Covid-19 e a proteção contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), incluindo o uso do nirsevimabe para bebês prematuros e vacinação para gestantes.
Dados recentes do painel epidemiológico apontam que, em 2026, o Amazonas registrou 1.609 casos notificados de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com 554 confirmações para vírus respiratórios. Entre os principais agentes identificados estão o rinovírus (30,6%), o VSR (29,3%), além do adenovírus e da Influenza A (ambos com 4,5%).
As estatísticas também indicam que crianças menores de 1 ano e de 1 a 4 anos concentram a maior parte dos casos recentes, representando 36,3% cada grupo, o que reforça a necessidade de atenção redobrada com o público infantil.
Diante do cenário, a recomendação é que a população procure as unidades básicas de saúde para atualização da caderneta vacinal e adote medidas preventivas no dia a dia, especialmente durante o período de maior circulação viral.


