O Banco Central do Brasil prepara uma série de novidades para o Pix nos próximos anos, com o objetivo de tornar o sistema ainda mais completo e consolidá-lo como principal alternativa ao boleto bancário e ao cartão de crédito.
Entre as primeiras mudanças previstas, está a obrigatoriedade da Cobrança Híbrida a partir de novembro, que permitirá que um único QR Code ofereça ao usuário a opção de pagamento via Pix ou boleto, trazendo mais praticidade para consumidores e empresas.
Outro avanço importante em desenvolvimento é a funcionalidade de Duplicata, voltada para facilitar a antecipação de recebíveis, além do Split Tributário, que permitirá o recolhimento de impostos em tempo real no momento da compra, alinhando o Pix à reforma tributária.
Para 2027, o Banco Central planeja implementar o Pix Internacional, que deve conectar o sistema brasileiro a plataformas de pagamento globais, além do Pix em Garantia, uma modalidade que funcionará como uma espécie de crédito para autônomos baseado em recebimentos futuros.
Um dos destaques mais aguardados é o Pix offline, que permitirá realizar pagamentos por aproximação mesmo sem conexão com a internet, ampliando o acesso em regiões com baixa conectividade.
Também está em estudo a padronização do Pix Parcelado, com o objetivo de aumentar a concorrência entre instituições financeiras e reduzir juros, beneficiando cerca de 60 milhões de brasileiros que não possuem cartão de crédito.
Os novos projetos acompanham o crescimento expressivo do sistema. Só no último ano, o Pix movimentou R$ 35,36 trilhões, consolidando-se como a modalidade de pagamento mais utilizada no país.
Desde seu lançamento, a ferramenta já promoveu a inclusão de milhões de pessoas no sistema financeiro, além de transformar hábitos de consumo. Atualmente, o Pix conta com funcionalidades como Pix Saque, Pix Troco, Pix Agendado e Pix Automático, além da integração com o Open Finance, facilitando a gestão financeira de usuários e pequenos negócios.


