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Polícia apreende celular e computador de Maria do Carmo em Manaus

Equipamentos serão analisados durante investigação sobre a divulgação de imagens da filha adolescente de Omar Aziz. Defesa da ex-candidata denuncia perseguição política e questiona a operação
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A Polícia Civil do Amazonas apreendeu, na manhã desta sexta-feira (6), o celular e o computador pessoal da ex-candidata ao governo do estado, Professora Maria do Carmo (PL). A ação ocorreu na residência dela, no bairro Vieiralves, zona Centro-Sul de Manaus, durante o cumprimento de um mandado judicial.

A investigação apura a divulgação e a manipulação de imagens envolvendo a filha adolescente do governador eleito Omar Aziz (PSD), durante a campanha eleitoral de 2026.

A operação foi realizada após o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) restabelecer a autorização para a busca e apreensão, que havia sido suspensa temporariamente por uma decisão judicial.

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Polícia vai analisar equipamentos apreendidos

Segundo o delegado Marcelo Martins, responsável pelo inquérito, os dispositivos passarão por extração e análise de dados para identificar a possível participação da ex-candidata e de outros investigados.

Maria do Carmo não estava na residência quando os policiais chegaram. Ela retornou ao imóvel por volta das 6h18, quando a diligência já estava em andamento.

O delegado relatou que houve resistência durante o cumprimento do mandado, principalmente em discussões jurídicas sobre os limites da autorização judicial.

Apesar disso, os equipamentos foram apreendidos.

De acordo com Martins, a investigação já identificou indícios de violação ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), mas ainda busca esclarecer a responsabilidade individual dos envolvidos.

Decisão judicial permitiu retomada da busca

A medida havia sido suspensa por uma liminar após a defesa informar que Maria do Carmo compareceu espontaneamente à delegacia, no dia 29 de outubro, e se colocou à disposição dos investigadores.

Entretanto, na terça-feira (3), o desembargador Paulo Feitoza revogou a suspensão e autorizou novamente a diligência.

A decisão considerou a necessidade de preservar possíveis provas digitais, que poderiam ser apagadas ou modificadas.

O caso é investigado pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca).

Defesa denuncia perseguição política

Em nota divulgada após a operação, a defesa de Maria do Carmo criticou a atuação policial e afirmou que a ex-candidata estaria sendo alvo de perseguição política.

Os advogados também questionaram o respeito às garantias legais e às prerrogativas da advocacia durante o cumprimento do mandado.

A defesa declarou que Maria do Carmo sempre esteve disponível para colaborar com as investigações e negou qualquer participação dela nas irregularidades denunciadas.

Os representantes jurídicos também levantaram questionamentos sobre a divulgação de informações de um processo que tramita sob sigilo judicial.

Entenda a investigação

O caso ganhou repercussão após o segundo turno das eleições, em 25 de outubro, quando Omar Aziz denunciou publicamente o uso de imagens de sua filha nas redes sociais.

Segundo o governador eleito, fotografias da adolescente, registradas quando ela ainda era criança, teriam sido utilizadas em publicações que associavam o político a acusações de pedofilia.

A denúncia levou à abertura de uma investigação para apurar possíveis crimes contra a dignidade e a privacidade da adolescente.

A apreensão dos equipamentos não representa uma condenação ou comprovação de participação de Maria do Carmo nos crimes investigados. A responsabilidade dos envolvidos ainda será apurada pela Polícia Civil.

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